Cunhado de Roseana Sarney diz que Saúde no Maranhão é de ‘primeiro mundo’

Cunhado de Roseana Sarney diz que Saúde no Maranhão é de ‘primeiro mundo’

Ricardo Murad, alvo da Operação Sermão aos Peixes, posta mensagem no Facebook em que afirma não ter desviado R$ 1,2 bilhão do sistema público de hospitais

Ricardo Galhardo

19 Novembro 2015 | 14h50

Ricardo Murad. Foto: Dida Sampaio/AE - 2/10/2002.

Ricardo Murad. Foto: Dida Sampaio/AE – 2/10/2002.

O ex-secretário de Saúde do Maranhão Ricardo Murad, alvo da Operação Sermão aos Peixes por suspeita de desvios de cerca de R$ 1,2 bilhão, afirma que sua gestão na Pasta ‘deu a todos os maranhenses oportunidades de ter uma rede de assistência à saúde de primeiro mundo’. Em carta endereçada a ‘minhas amigas e meus amigos’, o cunhado da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) rechaçou as suspeitas que pesam contra ele.

“Ao contrário do que se divulga, não houve superfaturamento, nem pagamentos de serviços, obras, medicamentos e materiais médico-hospitalar que tenham sigo pagos sem a devida prestação de serviço ou a correspondente entrega dos produtos e materiais”, assegura.

VEJA A POSTAGEM DO EX-SECRETÁRIO DE SAÚDE:

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Na terça-feira, 17, Murad foi levado coercitivamente para depor na Polícia Federal em São Luís. A PF fez buscas em sua residência, onde apreendeu 20 quadros e obras de arte. A PF também apreendeu o veículo de luxo dele, uma Toyta SW 4. Na quarta, 18, o Ministério Público Federal no Maranhão se manifestou favoravelmente ao pedido de prisão preventiva do ex-secretário sob suspeita de ter incinerado provas no quintal de sua própria casa, antes das buscas realizadas pela PF.

Ricardo Murad depôs por mais de 15 horas. Nesta quinta, 19, o cunhado de Roseana se manifestou publicamente, por sua conta no facebook (https://www.facebook.com/rmuradma/?fref=ts
A mensagem é intitulada ‘Minhas amigas e meus amigos’.

“Peço um pouco da sua atenção. Me dirijo a vocês neste momento para esclarecer a respeito da operação da Polícia Federal e CGU (controladoria-Geral da União). Na Secretaria de Saúde não houve desvios bilionários como afirma o superintendente da Polícia Federal, mas sim muito trabalho, dedicação e seriedade com os recursos públicos que destinamos para atender aos maranhenses uma rede de hospitais, upas e centros especializados de medicina digna de povos avançados”, diz Ricardo Murad.

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Ele desabafa. “Um absurdo – completo absurdo, aliás – se imaginar que mais de um bilhão de reais tenha sido desviado de serviços médicos hospitalares da rede estadual. Isso levaria, com absoluta certeza, a que mais da metade dos hospitais do Estado não estivessem funcionando nos últimos cinco anos, porque representaria mais de 50% dos recursos aplicados no setor.”

“Justamente o contrário do que todos vivenciamos!!!”, enfatiza. “Qualquer um que tenha necessitado dos serviços médicos/hospitalares ou tenha trabalhado da rede estadual na época em que estive como Secretário pode atestar o que digo. Ampliamos e melhoramos muito a oferta de serviços médicos, a quantidade de hospitais, a qualidade do atendimento. Isso é público e notório!!!”

O cunhado de Roseana diz que que ‘por determinação da Justiça Federal, que prontamente atendeu’, prestou depoimento por mais de 15 horas, com trinta páginas de esclarecimentos.

“Respondi a tudo o que me foi perguntado e deixei registrado que no período em que estive à frente como secretário, ao contrário do que se divulga, não houve superfaturamento, nem pagamentos de serviços, obras, medicamento e materiais médico/hospitalar que tenham sido pagos sem a devida prestação de serviço ou a correspondente entrega dos produtos e materiais e muito menos pagamentos de médicos e funcionários fantasmas.”

O ex-secretário de Saúde do Maranhão alega, ainda, que sempre se colocou, antes mesmo da Operação Sermão aos Peixes, à disposição da Justiça, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. “Continuo no mesmo propósito porque tenho o dever de defender a nossa obra que, pela primeira vez, deu a todos os maranhenses oportunidades de ter uma rede de assistência à saúde de primeiro mundo.