Cunhada de Vaccari deixa prisão da PF

Cunhada de Vaccari deixa prisão da PF

Marice Corrêa de Lima, sob suspeita de receber propinas de empreiteira da Lava Jato, teve prisão temporária revogada pelo juiz federal Sérgio Moro

Redação

23 Abril 2015 | 17h35

Marice deixa a carceragem da PF, em Curitiba. Foto: Gisele Pimenta/Frame

Marice deixa a Custódia da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, nesta quinta. Foto: Gisele Pimenta/Frame

Por Ricardo Brandt, Fausto Macedo e Julia Affonso

A cunhada do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto deixou às 17h15 desta quinta-feira, 23, a Custódia da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, onde estão concentrados os processos da Operação Lava Jato. Marice Corrêa de Lima estava presa desde sexta-feira, 17, depois de se entregar, ao chegar no Brasil, em retorno de uma viagem ao Panamá de dez dias.

A força-tarefa da Lava Jato suspeita que a cunhada “funcionava como uma auxiliar de João Vaccari Neto para operacionalizar a propina destina ao Partido dos Trabalhadores”.

Na terça-feira, o juiz federal Sérgio Moro havia prorrogado por mais cinco das a prisão cautelar de Marice. Nesta quinta-feira, 22, ele revogou o pedido, após constatação de que a cunhada não mentiu à Polícia Federal ao negar ter feito depósitos na conta da irmã e mulher de Vaccari, Giselda Corrêa de Lima, em março deste ano.

Marice deixou a sede da PF ao lado do criminalista Claudio Pimentel, que a defende. Ela não quis falar com a imprensa.

Vídeos. O Ministério Público Federal, convencido de que Marice ocultava valores ilícitos da OAS, requereu sua prisão preventiva no início desta semana. A força-tarefa da Lava Jato sustenta que Marice aparece em imagens de segurança de uma agência bancária fazendo transferências de valores que teriam abastecido a conta de sua irmã, Giselda, mulher de Vacccari.

marice no banco

Para o criminalista Luiz Flávio Borges D’Urso, que defende João Vaccari Neto, a revogação da prisão temporária de Marice “representa um profundo bom senso do juiz (Sérgio Moro) no sentido de verificar e confirmar posteriormente que as imagens (do sistema de segurança da agência bancária) realmente são da Giselda”.

D’Urso é taxativo. “Giselda fazia depósitos em suas próprias contas, como sempre fez durante todo o período que o Ministério Público Federal entendeu por suspeito. Na verdade, esses depósitos todos têm origem lícita, oriundos dos recebimentos auferidos pelo próprio Vaccari, fruto de seu trabalho. Tudo tem origem lícita, tudo é legal.”