Criminalista afirma que Moro ‘foi criterioso’

Criminalista afirma que Moro ‘foi criterioso’

Luiz Flávio Borges D'Urso, defensor do empresário Márcio Bonilho, absolvido em ação por lavagem de dinheiro e corrupção, afirma que juiz da Lava Jato promoveu uma fundamentada coleta de provas

Julia Affonso e Fausto Macedo

27 de junho de 2016 | 05h00

Sérgio Moro. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Sérgio Moro. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O criminalista Luiz Flávio Borges D’Urso disse que o juiz federal Sérgio Moro agiu ‘criteriosamente’ ao absolver seu cliente, o empresário Márcio Martins Bonilho, no mesmo processo em que condenou o empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, a oito anos e dois meses de prisão.

Bonilho é dono da Sanko Sider, alvo da Operação Lava Jato desde o emblemático empreendimento da Refinaria Abreu e Lima, da Petrobrás, em Pernambuco.

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Na ação em que o dono da UTC foi condenado, Bonilho era acusado de lavagem de dinheiro e corrupção.

A Procuradoria da República atribuiu lavagem de dinheiro e corrupção a Bonilho por suposta ocultação e dissimulação de repasses de propinas em contratos entre a UTC Engenharia e a Sanko Sider.

O juiz Moro condenou Ricardo Pessoa, mas o empreiteiro vai ficar em ‘regime aberto’ porque fez delação premiada e revelou o suposto envolvimento de cerca de vinte políticos com foro privilegiado e ex-dirigentes da Petrobrás.

Moro absolveu Bonilho ‘por ausência de provas’.

“A defesa ficou muito satisfeita com a sentença, o juiz Moro foi criterioso na coleta das provas e concluiu que Bonilho não cometeu nenhum dos crimes de que foi acusado neste processo”, declarou Luiz Flávio Borges D’Urso.

“Foi feita Justiça.”

Bonilho já foi acusado em outros dois processos da Lava Jato. No primeiro, pegou 13 anos de prisão. Está recorrendo ao Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4). Ele nunca foi preso na Lava Jato. Responde a este processo em liberdade. Na segunda ação, Márcio Bonilho foi absolvido. Agora, no terceiro processo, o juiz Moro também o absolveu.

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