Crimes da Lava Jato desviaram cerca de R$ 2,1 bilhões, diz MPF

Deste total, R$ 450 milhões já foram recuperados pela Procuradoria, que também pediu o ressarcimento de cerca de R$ 1 bilhão das construtoras na Justiça

Redação

29 de janeiro de 2015 | 13h56

Por Julia Affonso, Fausto Macedo e Ricardo Brandt

O Ministério Público Federal divulgou em um site lançado na quarta-feira, 28, que os crimes já denunciados desviaram aproximadamente R$ 2,1 bilhões da Petrobrás. Deste total, R$ 450 milhões já foram recuperados pela Procuradoria, que também pediu o ressarcimento de cerca de R$ 1 bilhão das construtoras na Justiça.

As investigações da Operação continuam em andamento, e os valores podem aumentar. Até agora, foram instaurados 279 procedimentos, com 150 pessoas e 232 empresas sob investigação. Os procuradores da República que atuam no caso ofereceram 18 denúncias contra 86 pessoas, pelos crimes de corrupção, organização criminosa, lavagem de ativos, entre outros. Doze acordos de delação premiada foram firmados com pessoas físicas.

Refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco. Foto: Wilton Junior/Estadão

Gastos com a Refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, estão sendo investigados pela Operação Lava Jato. Foto: Wilton Junior/Estadão

No site, estão disponíveis dados sobre a operação, incluindo histórico e fluxo das investigações, relação da Lava Jato com o caso Banestado, atuação dos doleiros e demais investigados. É possível encontrar a íntegra das denúncias apresentadas pelo MPF, as decisões judiciais já proferidas, entre outros documentos. O site foi produzido pela força-tarefa que atua na Lava Jato e pela Secretaria de Comunicação da Procuradoria Geral da República.

“Trata-se da maior investigação de corrupção e lavagem de dinheiro que o país já teve. Com as denúncias, o MPF começa a romper a impunidade dos poderosos grupos econômicos e políticos que, há muitos anos, articulam-se contra os interesses do país”, diz ele. “É essencial que a sociedade acompanhe os trabalhos e compreenda de que forma o esquema atuava, para que situações como essa não se repitam”.

Segundo a Procuradoria, o site será atualizado constantemente com os desdobramentos das investigações.

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