CPI se frustra com silêncio dos alvos da Lava Jato

Cinco investigados por corrupção na Petrobrás se calam ante parlamentares que estão em Curitiba, inclusive ex-ministro do governo Lula e empreiteiro

Redação

31 de agosto de 2015 | 13h41

Por Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba

Depois de pouco mais de duas horas a CPI da Petrobrás terminou nesta segunda-feira, 31, seu primeiro dia de trabalhos em Curitiba, base da Operação Lava Jato, mas sem obter qualquer revelação. Os cinco convocados, entre eles o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil/Governo Lula), permaneceram em silêncio total. Por orientação de seus defensores, diante das perguntas dos parlamentares todos ficaram de boca fechada.

O primeiro a ser levado à mesa diante dos deputados da CPI que investiga propinas na Petrobrás, foi o ex-chefe da Casa Civil no governo Lula, que repetiu a cada pergunta que permaneceria calado, por orientação de seu advogado, o criminalista Roberto Podval.

O segundo convocado foi o lobista João Augusto Bernardi Filho, que era representante de uma multinacional italiana e mantinha vínculos com a empreiteira Odebrecht. Na sequência, foi chamado o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques Azevedo.

Depois, sentou à mesa para ser questionado pelos membros da CPI o ex-diretor de Internacional da Petrobrás Jorge Zelada.

O interrogatório do executivo Elton Negrão de Azevedo foi o último da lista do dia, mas, como os outros que o anteceram, ficou calado à frente aos parlamentares.

Nesta terça-feira, 1, a CPI pretende interrogar mais seis investigados, entre elas o presidente da Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, preso desde 19 de junho pela Operação Erga Omnes, desdobramento da Lava jato.Odebrecht também deverá permanecer calado diantes dos parlamentares.

“Espero que quem está sendo ouvido, em outro momento, seja orientado por sua defesa a prestar seus esclarecimentos”, afirmou o deputado federal Antônio Imbassahy (PSDB-BA), um dos autores do pedido de interrogatório de José Dirceu.

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