CPI do operador do PSDB dá primeiro passo, mas entra na fila

CPI do operador do PSDB dá primeiro passo, mas entra na fila

Diário Oficial publicou nesta terça, 19, requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar supostas ilegalidades envolvendo Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa, empresa responsável por contratos bilionários de governos tucanos

Redação

19 de março de 2019 | 13h45

Paulo Vieira de Souza. Foto: Evelson de Freitas/Estadão

A Assembleia Legislativa deu o primeiro passo rumo à formação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas ‘improbidades e ilegalidades’ envolvendo o ex-diretor da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa) Paulo Vieira de Souza, apontado pela Operação Lava Jato como operador do PSDB. Nesta terça, 19, o Diário Oficial publicou requerimento de criação da CPI.

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O requerimento foi apresentado pela deputada Beth Sahão (PT) e apoiado por outros 33 parlamentares. No entanto, para avançar, a comissão tem que aguardar o andamento de outras que já estão na fila. O PT informou que vai entrar com questão de ordem no Colégio de Líderes.

Vieira de Souza está preso desde 19 de fevereiro, alvo da Operação Ad Infinitum, que mira também o ex-ministro de Relações Exteriores do Governo Temer, Aloysio Nunes.

Ad Infinitum cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados Aloysio, que presidia a Investe São Paulo (Agência Paulista de Promoção de Investimento e Competitividade) do governo Doria. No dia seguinte à visita da Polícia Federal, Aloysio pediu demissão.

Vieira de Souza já havia sido preso pela Lava Jato em São Paulo.

O ex-diretor da Dersa é réu em duas ações penais, uma sobre desvios de R$ 7,7 milhões que deveriam ser aplicados na indenização de moradores impactados pelas obras do Rodoanel Sul e da ampliação da avenida Jacu Pêssego e outra sobre cartel em obras viárias do Estado e do Programa de Desenvolvimento do Sistema Viário Metropolitano.

Ele está preso em Curitiba, por ordem da juíza Gabriela Hardt, da 13.ª Vara Criminal Federal.

“Diante da gravidade das delações envolvendo agentes políticos e públicos do Estado de São Paulo e principalmente a vinculação dessas relações com os contratos das grandes obras contratadas no Estado, apresentamos este requerimento”, disse Beth Sahão.