Controladoria mantém canal de denúncias de fraudes no maior porto do país

Controladoria mantém canal de denúncias de fraudes no maior porto do país

CGU participa da força-tarefa com Polícia Federal e Procuradoria que, nesta quinta, 22, na Operação Círculo Vicioso, prendeu 19 investigados, entre eles o ex-deputado Marcelo Squassoni por suposta ligação com fraudes e desvios de R$ 100 mi no porto de Santos

Pepita Ortega e Fausto Macedo

22 de agosto de 2019 | 12h08

Auditor que atua no Porto de Santos é alvo do MPF. Foto: Werther Santana/Estadão

A Controladoria-Geral da União (CGU) informou que mantém, por meio da Ouvidoria-Geral da União, um canal para captação de denúncias sobre fraudes e ilícitos no maior porto do País, em Santos, litoral paulista. A CGU orienta quem tiver informações sobre a Operação Círculo Vicioso, deflagrada nesta quinta, 22, para combater esquema de corrupção no porto, a enviá-las por meio de formulário eletrônico.

Documento

A denúncia pode ser anônima, para isso, basta escolher a opção ‘Não identificado’, assinala a Controladoria, que integra força-tarefa com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal na Círculo Vicioso, segunda fase da Operação Tritão que mira 21 investigados por suspeita de ligação com esquema de burla a licitações da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), administradora do porto de Santos.

Até as 11 hs desta quinta, 22, a PF havia localizado 19 suspeitos, entre eles o ex-deputado federal Marcelo Squassoni (PRB/SP), apontado como o principal implicado no esquema instalado no porto. Ele teria recebido R$ 1,6 milhão entre propinas e empréstimos concedidos por empresas envolvidas.

Segundo informou a Controladoria, o objetivo da nova etapa da Operação Tritão ‘é dar continuidade ao combate a fraudes e desvios em contratações na Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), envolvendo empresário e agentes públicos ligados à estatal’.

A Codesp administra o Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina que responde por um terço das trocas comerciais do País.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros (Delecor/PF), da Polícia Federal em São Paulo.

A Operação Tritão foi aberta em outubro de 2018, para investigar licitações e contratos na área de informática e pagamentos irregulares na Codesp.

O material apreendido na primeira etapa da investigação ‘trouxe indícios de novos ilícitos na área de serviços em contratos no montante aproximado de R$ 100 milhões’.

COM A PALAVRA, A DEFESA DE MARCELO SQUASSONI

Os advogados do ex-deputado Marcelo Squassoni informaram que vão ingressar ainda nesta quinta, 22, na Justiça Federal em Santos, com pedido de revogação da prisão. Squassoni é representado pelos advogados Marcelo Knoepfelmacher, Mariana Figueiredo Paduan e Felipe Locke Cavalcanti.

“Nós entendemos que a prisão do deputado Squassoni é desnecessária e descabida. Ele colaborou desde o início com as investigações e com a Justiça”, disse Marcelo Knoepfelmacher.

O advogado destacou que ‘inclusive quando detinha prerrogativa de foro, ainda em dezembro de 2018, (Squassoni) prestou dpeoimento voluntariamente’.

“Ele não tinha nem obrigação de depor, já que tinha a prerrogativa”, observa Marcelo Knoepfelmacher. “Pelos elementos coligidos nos autos não há nada de novo que justifique a prisão temporária. Ela é descabida e desnecessária.”

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