Controladoria e PF revelam desvios de R$ 14 mi em obras com pedra tosca no Ceará

Controladoria e PF revelam desvios de R$ 14 mi em obras com pedra tosca no Ceará

Operação Afiusas, deflagrada nesta sexta, 5, executa oito mandados de prisão temporária e 30 de buscas em Caucaia e em Fortaleza; organização agia desde 2009 por meio de um grupo de empresas para pavimentação e drenagem de vias

Pepita Ortega

05 de abril de 2019 | 12h15

Caucaia. Foto: Google Maps

A Controladoria-Geral da União e a Polícia Federal deflagraram nesta sexta, 5, no Ceará, a Operação Afiusas para desarticular organização criminosa que, desde 2009, seria responsável por desvio de recursos públicos federais no município de Caucaia, região metropolitana de Fortaleza, no Ceará.

Operação Afiusas consiste no cumprimento, em Caucaia e em Fortaleza, de oito mandados de prisão temporária e 30 de busca e apreensão. A ação mobiliza 18 servidores da Controladoria e cerca de 120 policiais federais.

As investigações foram iniciadas pelo Ministério Público Federal e depois aprofundadas pela Superintendência Regional da PF no Ceará e pela Unidade Regional da Controladoria.

A Assessoria de Comunicação Social da Controladoria informou que os auditores constataram, ainda em 2016, irregularidades em contrato da prefeitura de Caucaia com um grupo de empresas, para execução de obras de pavimentação em pedra tosca e drenagem em vias de diversos bairros.

Os recursos federais, repassados para o Programa Pró-Transporte, eram oriundos de financiamento no valor global de R$ 52 milhões.

Entre as constatações da Controladoria nessa fiscalização, destacam-se ‘indícios de fraude na celebração de aditivos contratuais, gerando prejuízo potencial de mais de R$ 10 milhões; assim como a execução de serviços de pavimentação em pedra tosca em desacordo com as especificações pactuadas, causando um prejuízo de cerca de R$ 4 milhões’.

De acordo com as apurações realizadas até aqui, a organização criminosa é composta por três núcleos: colaborador, político e empresarial, sendo este o que comandaria o esquema.

Há suspeita de que o grupo tenha fraudado licitações e desviado recursos federais em outras cidades, como Fortaleza e Maracanaú (CE).

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