Conselho Federal de Medicina Veterinária veda inscrição profissional de graduados em curso a distância

Conselho Federal de Medicina Veterinária veda inscrição profissional de graduados em curso a distância

Presidente do CFMV, Francisco Cavalcanti de Almeida, alega que o curso é caro e 'o aluno tem a expectativa de uma sólida formação, mas acaba sendo vítima de um sistema de educação meramente mercantilista, que não garante formação de qualidade'

Marina Dayrell

25 de fevereiro de 2019 | 11h14

Conselho Federal de Medicina Veterinária

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) aprovou por unanimidade a Resolução nº 1.256, que proíbe graduados em cursos da área na modalidade ensino a distância de se inscreverem no órgão. O Conselho destaca que sem a inscrição no CFMV, o profissional fica impedido de exercer a função em todo o País.

Na decisão, datada da última quinta, 21, o Conselho também decretou que ‘os profissionais que ministrarem disciplinas ou estiverem envolvidos na gestão de cursos a distância estão sujeitos à responsabilização ético-disciplinar’.

De acordo com o CFMV, a metodologia a distância para o curso de Medicina Veterinária ‘impede a realização de aulas práticas essenciais para preparar o bom profissional’.

O órgão alega que ‘não possui competência para evitar a proliferação de metodologia, uma vez que a autorização para que cursos de graduação existam é uma atribuição do Ministério da Educação (MEC)’.

A Portaria nº 1.134, de 10 outubro de 2016, decidida pelo MEC, admite que 20% da grade curricular de graduações seja realizada por aulas online.

Para o Conselho Federal de Medicina Veterinária, os outros 80% devem ser ‘ministrados exclusivamente sob a modalidade presencial, inclusive, com estágio profissional’.

Em comunicado sobre a proibição, o presidente do CFMV, Francisco Cavalcanti de Almeida, assinalou que ‘o curso de Medicina Veterinária demanda muitas atividades práticas e de campo’.

“Já é um processo complexo de aprendizagem em aulas presenciais. Imagine como seria aprender isso virtualmente? Como seriam aulas on-line de auscultação do coração ou dos movimentos estomacais?”, questiona Francisco Cavalcanti de Almeida.

“É um curso caro, o aluno tem a expectativa de uma sólida formação, mas acaba sendo vítima de um sistema de educação meramente mercantilista, que não garante formação de qualidade”, alega o presidente.

COM A PALAVRA, O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (MEC)

“No momento, o MEC não tem conhecimento sobre reação manifestada pelo CFMV que diga respeito à regulação ou supervisão da educação superior.”

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