Conselho de Medicina investiga 25 médicos e apura fraudes na Universidade Brasil

Conselho de Medicina investiga 25 médicos e apura fraudes na Universidade Brasil

Instituição reguladora estadual investiga irregularidades no processo de revalidação, monitoria e abertura de vagas da instituição desde novembro de 2018

Pedro Prata e Fausto Macedo

14 de setembro de 2019 | 18h03

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) já investigava, desde novembro de 2018, irregularidades no processo de revalidação, monitoria e abertura de vagas da Universidade Brasil, alvo da Polícia Federal por fraudes no ingresso de alunos no curso de Medicina, na obtenção de financiamento e de bolsas, além do exame de revalidação de diplomas (Revalida).

As informações foram divulgadas pela assessoria de comunicação do Cremesp. A instituição reguladora possui cinco sindicâncias em curso, originadas a partir de denúncias recebidas pelo órgão, e compartilhou suas informações sigilosamente com a Polícia Federal e a Secretaria de Justiça e Cidadania de São Paulo.

Curso de Medicina é ofertado no campus de Fernandópolis da Universidade Brasil. Foto: Google Maps/Reprodução

Além de Fernandópolis, outras unidades da rede de ensino, em oito municípios paulistas, foram alvo de averiguação do Cremesp. A conselheira Flávia Casseb, responsável pela Delegacia Regional do Cremesp de São José do Rio Preto e região, disse que ‘o suposto esquema extrapolou os limites de Fernandópolis, de São Paulo e chegou a outros estados do País’.

Além disso, o Cremesp decidiu abrir sindicância para investigar a possível participação de 25 médicos do Estado no suposto esquema de fraudes da Universidade Brasil.

‘Não significa que esses profissionais, necessariamente, estejam envolvidos com algum ato ilícito. Mas é importante sabermos de que forma esses profissionais prestavam serviços nas unidades ligadas à Universidade Brasil e como funcionava a preceptoria ofertada aos alunos de Medicina’, disse Flávia Casseb.

A Universidade Brasil foi alvo da Operação Vagatomia, deflagrada pela Polícia Federal no dia 3 de setembro, para apurar fraudes no ingresso de alunos no curso de Medicina da instituição, na obtenção do Financiamento Estudantil do Governo Federal (Fies) e de bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni) e na venda irregular de vagas de transferência para os cursos de complementação do exame Revalida.

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