Confirmadas as acusações, será uma decepção, diz Paes sobre ex-secretário preso

Confirmadas as acusações, será uma decepção, diz Paes sobre ex-secretário preso

Alexandre Pinto foi capturado na Operação Rio 40 Graus nesta quinta-feira, 3

Constança Rezende/RIO

03 Agosto 2017 | 09h55

Eduardo Paes ex-prefeito do Rio. Foto: Wilton Junior/Estadão

O ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PMDB), que vive nos Estados Unidos, divulgou breve declaração sobre a prisão, pela Polícia Federal, do ex-secretário de Obras de sua gestão, ocorrida nesta quinta-feira, 3, em uma ação da força-tarefa da Operação Lava-Jato no Rio. No texto, o peemedebista demonstra cautela e não descarta a possibilidade de confirmação das suspeitas em relação a seu ex-auxiliar.

“O Alexandre Pinto é um servidor de carreira da Prefeitura do Rio. A política não teve qualquer relação com sua nomeação para a função de secretário de Obras. Ao contrário! Caso confirmadas as acusações, será uma grande decepção o resultado dessa investigação”, escreveu Paes, em mensagem enviada ao Estado por WhatsApp.

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A investigação da força-tarefa do Ministério Público Federal, no Rio, mira em pagamento de propina nas obras do BRT Transcarioca e também em fraudes na despoluição da Bacia de Jacarepaguá.

Em nota, a PF informou que a Rio 40 Graus apura um esquema envolvendo o pagamento de propina a servidores públicos nas esferas municipal e federal, por meio de serviços fictícios de advocacia e entregas de valores em espécie desviados das obras do BRT Transcarioca e do Programa de Despoluição da Bacia de Jacarepaguá. A operação é realizada em conjunto ao Ministério Público Federal e a Receita Federal.

Setenta e seis policiais federais cumprem nove mandados de prisão preventiva, um mandado de prisão temporária, três mandados de condução coercitiva e dezoito mandados de busca e apreensão, expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal/RJ, no Rio de Janeiro (Recreio, Centro, Copacabana, Botafogo, Vila Isabel, Barra da Tijuca, Tijuca, Rocha, Jacarepaguá), Niterói (Boa Viagem, Icaraí, São Francisco, Itaipu, Fonseca, Camboinhas) e em São Paulo/SP, Recife/PE e Petrolina/PE.

As investigações, iniciadas há cerca de quatro anos, indicam a participação de servidores públicos municipais no grupo criminoso.

Os presos serão indiciados por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Após os procedimentos de praxe, eles serão encaminhados ao sistema prisional do estado.

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