Condomínios e os cuidados com a dengue

Condomínios e os cuidados com a dengue

Rodrigo Karpat*

06 de fevereiro de 2022 | 08h00

Rodrigo Karpat. FOTO: DIVULGAÇÃO

Com a chegada das chuvas, além de todos os problemas que ela causa e que, infelizmente, levam à tragédias, como ocorreu em Franco da Rocha (SP), a tendência é que, após a chuva, surja um outro problema muito comum: a dengue.

Isso ocorre porque poças acabam se formando e, como já é sabido, água parada é terreno fértil para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, o causador da dengue.

Tendo isso em vista, é preciso que a gestão, funcionários e moradores estejam atentos para isso, a fim de evitar focos de dengue no condomínio. Já passamos por um período difícil com a ômicron e a h3n2, então, precisamos evitar um novo problema como esse.

Sendo assim, primeiramente, a gestão precisa fazer uma inspeção periódica nas áreas comuns a fim de detectar possíveis focos. Para isso, devem ser observados canos, buracos, vasos, laje, calhas etc.

Outro pronto de extrema importância é verificar as caixas d’água e cisternas, caso essas fiquem destampadas, é preciso fechá-las.

Já em relação aos moradores, é preciso que esses verifiquem floreiras e vasos que ficam expostos nas sacadas/varandas das unidades, assim como esquadrias/canaletas das janelas que também são locais onde a água pode ficar parada.  Caso isso ocorra, esses precisam ser esvaziados prontamente.

Durante a inspeção, no caso de o condomínio ter em algum local um grande foco de larvas em desenvolvimento, é de extrema importância chamar uma empresa especializada em dedetização para que esta possa analisar a situação e higienizar o local totalmente a fim de garantir a segurança para todos que coabitam esse espaço.

*Rodrigo Karpat, especialista em direito imobiliário e questões condominiais. Membro da Comissão Especial de Direito Imobiliário da OAB Nacional

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