Condenado a 21 anos de prisão diz que atentado a promotor de Vinhedo foi ‘ato absolutamente individual’

Em petição à Justiça, defesa de Alexandre Ricardo Tasca afirma que 'foi surpreendente' a ação de Emiliano Ferreira Leite, que, sábado, 15, à noite, tentou invadir armado com uma faca o condomínio onde mora Rogério Sanches, do Ministério Público paulista

Fausto Macedo e Fernanda Yoneya

18 de setembro de 2018 | 06h00

Menos de dois dias depois de o empresário Emiliano Ferreira Leite – filho do ex-secretário de Obras de Vinhedo Marcos Ferreira Leite, condenado a 37 anos de prisão – ser preso armado com uma faca sábado, 15, à noite, tentando invadir o condomínio onde mora o promotor de Justiça Rogério Sanches, o ex-secretário municipal de Administração Alexandre Ricardo Tasca, condenado na mesma ação, protocolou nesta segunda, 17, na 2.ª Vara Criminal da Comarca uma petição em que afirma.

“A verdade é que o ato de Emiliano Ferreira Leite foi surpreendente e absolutamente individual, não tendo o peticionário (Tasca), nem conhecimento prévio e, tampouco, aderido, de qualquer forma, à tresloucada ação.”

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A petição do ex-secretário de Administração, que, no mesmo processo, pegou uma pena de 21 anos de reclusão por concussão, formação de quadrilha e crime contra a administração pública – recorre em liberdade -, é subscrita por seus advogados, os criminalistas Alberto Zacharias Toron, Renato Marques Martins e Renata Matida Politi.

Facas estavam com empresário Emiliano Ferreira Leite

O documento faz menção a uma entrevista do promotor Rogério Sanches, que diz temer que outros sentenciados do mesmo grupo podem tentar mais uma ofensiva contra ele, a exemplo da que Emiliano perpetrou no sábado.

Um outro condenado nesta ação é o ex-prefeito de Vinhedo Milton Álvaro Serafim, 32 anos e quatro meses de reclusão – ele também apela em liberdade.

Na petição protocolada na 2.ª Vara de Vinhedo, os advogados de Tasca abordam o “infeliz e trágico episódio ocorrido na noite do sábado último (15)”.

“Esclarece o peticionário (Alexandre Tasca), por oportuno, que tem o maior respeito por todas as autoridades constituídas e, especialmente, pelo promotor de Justiça Rogério Sanches Cunha, o qual, no cumprimento do seu dever funcional, iniciou esta e outra ação penal contra si.”

Tasca declara solidariedade ao promotor.

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