‘Conciliador’, diz Moro sobre pronunciamento de Bolsonaro que pede união contra o coronavírus

‘Conciliador’, diz Moro sobre pronunciamento de Bolsonaro que pede união contra o coronavírus

Ministro da Justiça e Segurança Pública escreveu em seu perfil no Twitter que com ‘isolamento, distanciamento social e medidas para proteger empresas, renda e emprego para ampliação da estrutura de saúde, venceremos essa crise o mais rápido possível’

Redação

01 de abril de 2020 | 10h43

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública, parabenizou o presidente Jair Bolsonaro pelo pronunciamento na noite desta terça, 31, que caracterizou como ‘conciliador’. O presidente mudou o tom sobre o coronavírus – a ‘gripezinha’ que passou a ser tratada como o ‘maior desafio da nossa geração’ -, pedindo união para enfrentar a pandemia e não defendendo explicitamente o fim do isolamento social.

No entanto, na manhã desta quarta, 1º, presidente voltou a subir o tom contra governadores e prefeitos nas redes sociais, criticando medidas restritivas para comércio e circulação de pessoas.

Horas depois da fala de Bolsonaro em cadeia de Rádio e TV, Moro escreveu em seu perfil no Twitter: “Isolamento e distanciamento social – fique em casa se puder – com medidas para proteger empresas, renda e emprego para ampliação da estrutura de saúde. Desta forma, venceremos essa crise o mais rápido possível. Juntos.”

Horas antes o ministro havia publicado em sua conta que autorizou o emprego das Forças Armadas no combate à pandemia da Covid-19.

Além de Moro, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, também se pronunciou sobre a fala do presidente na noite desta terça, 31, escrevendo: “Ações integradas, união e patriotismo! Somos uma nação vencedora! Juntos venceremos o coronavírus!”

Como o Estado mostrou, o novo pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro foi considerado um alívio para integrantes do governo e aliados, que atuaram para convencer o presidente de que era preciso passar uma imagem de ‘serenidade’ e ‘união’ para a população.

Já o discurso da semana passada, que teve a participação do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), foi considerado um ‘desastre’ pelos principais auxiliares do governo.

Assim como em tal ocasião, o discurso do presidente desta terça, 31, foi acompanhado por panelaços em vários pontos do País.

Apesar dos recuos, Bolsonaro usou uma frase fora de contexto do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus em seu pronunciamento, assim como já havia feito pela manhã. Segundo o presidente, Tedros fez um alerta sobre riscos econômicos que o excesso de medidas restritivas pode trazer, como desemprego. Mas o diretor da OMS nunca estabeleceu essa relação entre o isolamento e a piora da economia. Ele apenas disse que os países devem planejar políticas públicas para lidar com este problema.

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