Comunicação correta levará voto em 2022

Comunicação correta levará voto em 2022

Gabriel Rossi*

10 de agosto de 2021 | 15h13

O debate eleitoral já está em ebulição e a política faz parte das conversas de muitos brasileiros. E embora muitos acreditem ter a saída para o sucesso nas urnas, na verdade, eleição depende de diversas variáveis: conjuntura, popularidade, identidade, teto, etc. E mesmo se o candidato é favorito, o sucesso dependerá proporcionalmente da capacidade de execução da campanha.

Gabriel Rossi. Foto: Divulgação.

A comunicação correta com o público jovem vem sendo muitas vezes estabelecida de forma errônea. A geração Z não enxerga a política na forma institucional como outras gerações. Dois terços destes jovens não se declaram partidários e, como são pragmáticos, estão dispostos a mudar de espectro político se as propostas forem mais convenientes.

Para candidatos terem sucesso com esse público, precisam falar de causas e abandonar o discurso de ideologias pré-moldadas. Em linhas gerais, eles são engajados (muitas vezes quase como um chamado pessoal) em assuntos que refletem o zeitgeist, termo alemão cuja tradução significa espírito da época, espírito do tempo ou sinal dos tempos. Assim sendo, é preciso falar de causas e de ativismo, mas sem ideologias escancaradas, pré-fabricadas, fixas. E isso deve ser feito, em boa parte, utilizando memes, esses formatos que refletem a cultura jovem, simplificando crenças, emoções e atitudes em um conteúdo facilmente compartilhável.

Esses jovens estão usando grupos secretos nas redes sociais como um “lugar seguro” para exporem suas frustrações, contradições, vulnerabilidades e impressões do mundo confinado. Primeiramente é preciso conquistar a confiança deles e depois estabelecer uma comunicação nestes contextos.

*Gabriel Rossi, professor da ESPM, palestrante profissional em marketing, estrategista especializado na construção e no gerenciamento de marcas e reputação

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