Como os marketplaces ajudam clínicas de beleza em momentos de crise

Como os marketplaces ajudam clínicas de beleza em momentos de crise

Márcio Pascal*

23 de janeiro de 2021 | 03h30

Márcio Pascal. FOTO: DIVULGAÇÃO

O impacto gerado pelo fechamento do comércio devido à pandemia de Covid-19 fez com que muitos micro, pequenos e médios empreendedores repensassem seus negócios, para que não fechassem as portas de forma definitiva. De acordo com a pesquisa realizada pelo DT Index, em 18 países, incluindo o Brasil, 92% das empresas precisaram reinventar seus negócios. Isso não foi diferente no setor da beleza, que se viu dentro de uma crise inimaginável.

Quando o comércio fechou, muitas clínicas de beleza não sabiam como prosseguir, pois nunca haviam vivenciado uma experiência como essa. Grande parte delas não tinha caixa para pagar as contas por tantos meses sem atividade. Uma alternativa viável e fundamental no processo de retomada foi migrar para o marketplace, que reúne em um só espaço uma diversidade de produtos e serviços. De acordo com estudo da Ebit/Nielsen, nos primeiros seis meses do ano, os marketplaces foram responsáveis por 78% das vendas do e-commerce brasileiro, registrando R$ 30 bilhões de faturamento, uma expansão de quase 60% em relação ao mesmo período de 2019.

O modelo permitiu fazer esse intercâmbio do offline para o online, garantindo às clínicas de serviços de saúde e beleza uma vitrine de exposição muito maior. Com isso, mesmo no período pré-pandemia, muitos garantiram as vendas para quando retomassem às atividades, o que começou a ocorrer em agosto, com a reabertura do comércio.

Ao contrário do que foi pensado de início, os cuidados pessoais não diminuíram na pandemia. Muitas mulheres e homens mantiveram seus cuidados, fazendo os procedimentos que já estavam em suas rotinas ou ainda descobrindo novas formas de se cuidar, fator que também ajudou a manter a economia do segmento.

Quando a vacina chegar, de fato, ao país, a retomada do setor de beleza – e de todos os outros – será muito rápida, tanto pelo apoio dos marketplaces aos pequenos empreendedores quanto pela demanda reprimida no mercado que aumentará com o fim do novo normal.

*Márcio Pascal é fundador do Magote.com

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