Como o êxodo urbano afetará as pequenas cidades?

Julia Ades*

23 de junho de 2021 | 04h30

Ainda é muito cedo para cravar que o Êxodo Urbano afetou definitivamente o fluxo das grandes cidades, até porque as pessoas ainda estão trabalhando de casa, evitando sair e se protegendo contra a pandemia que ainda estamos enfrentando.

Falar sobre pandemia é difícil, mas não tem como fugir, uma vez que ela é um pilar que potencializa o movimento do Êxodo Urbano. O sonho que muitas pessoas tinham de trabalhar em casa se tornou uma realidade possível nesse período. Com isso, a possibilidade de trabalhar de outros lugares que não a metrópole, por exemplo.  Esse cenário potencializou a mudança de grandes cidades para as de pequeno e médio porte.

O Êxodo Urbano não diz respeito só a quem se muda – tende, também, a modificar a vida das pequenas cidades que recebem essas pessoas. Com a chegada de mais moradores, a estrutura de comércio, o saneamento básico, a educação e a saúde precisam de reforços. São mais pessoas para morar, comprar, estudar e comer. Sem um preparo, isso pode causar um problema. Além disso, muitas das pequenas cidades sofrem um processo de gourmetização, voltada para os novos moradores, que atropelam a cultura regional.

Em tempo, para informação adicional: um estudo feito pela Apoema mostrou esse movimento de perto e produziu o documentário O Êxodo Humano, que aborda diversos desses pontos e descobertas a respeito do movimento. Para mais informações acesse o link: https://www.youtube.com/watch?v=CxLq-oAQmOo&t=402s

*Julia Ades é fundadora e Head de Pesquisa na Apoema

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