Como garantir, por meio da tecnologia, a longevidade das empresas

Como garantir, por meio da tecnologia, a longevidade das empresas

Patrícia Hatae*

13 de agosto de 2021 | 14h15

Patrícia Hatae. FOTO: DIVULGAÇÃO

O mundo está mudando com uma grande velocidade impulsionada pelas transformações tecnológicas. Hoje em dia os estudos já demonstram a necessidade de reinvenção das organizações. Segundo Chuck Robbins, CEO da Cisco, 40% das empresas “Fortune 500” não existirão mais devido à incapacidade de adaptação aos novos tempos e não importa o tamanho: ou a empresa evolui o pensamento digital ou deixará de existir.

De fato, a tecnologia é uma grande aliada neste sentido, em todos os setores, pois entrega cultura ágil, inovação, soluções, ferramentas e tudo para facilitar a vida das corporações e seus públicos – sejam internos ou externos, independente da segmentação do negócio.

Para ter sucesso na entrega, a tecnologia cada vez precisa utilizar de seus recursos mais preciosos: os dados. A própria Microsoft pagou US$ 26 bilhões na compra do LinkedIn, com isso, teve acesso a mais de 433 milhões de perfis cadastrados. Assim, é possível gerar valor com a riqueza de informação fornecida.

Informações, são elementos tão preciosos que foram determinantes na criação de vacinas, predições, tomadas de decisão, análise de empresas, considerando a realidade atual. Foi-se o tempo em que o petróleo era o recurso mais valioso, agora é a época dos dados e da criação de Analytics. Fazendo um paralelo ao combustível fóssil, é necessário que esses conhecimentos passem por uma espécie de refinaria. É preciso um tratamento correto para estarem prontos para sua utilização em seu total potencial. Quando tratamos os dados ele se torna informação, quando interpretamos a informação, temos o conhecimento e, quando absorvemos o conhecimento, ele se torna inteligência. O conhecimento é poder, é a maior riqueza que se pode adquirir, muitas empresas já têm essa percepção e estão monetizando e, consequentemente, gerando valor.

Para obter sucesso na implementação de novas tecnologias é necessário avaliar os Fatores de Sucesso que estão relacionados às barreiras, ou seja, passar por uma Transformação Cultural, em que é necessária a mudança de mindset e se abrir ao novo. É primordial investir em pessoas, processos e tecnologia – para que a inovação ocorra, é preciso ter um alinhamento correto, comunicação assertiva e definição de escopos.

A personalização é um dos quesitos mais interessantes dessa migração, pois faz com que a percepção e olhar ao ‘outro’ esteja sempre refinado, ou seja, entender as necessidades, fazer uma imersão e ver o que é valioso para o outro e o que vai ajudá-lo, assim é possível criar projetos que facilitem o cotidiano e agreguem valor. A Medicina de precisão é um desses casos, onde a análise dos dados e a predição de tendências de comorbidades, pode facilitar todo o tratamento, aumentando a assertividade de como agir, melhorando as chances e cura.

Por fim, é necessário pensar na Interoperabilidade, de que forma será feita a comunicação e interligação entre sistemas e empresas, buscar investimento e patrocínio para que seja possível realmente criar as soluções mais adequadas, criativas, ágeis e de inovação, além de pensar nas Legislações, em como se adaptar a possíveis regulações, como por exemplo a Lei Geral de Proteção de Dados e visar a desburocratização.

Quando olhamos para o futuro e buscamos novos produtos para inovar, estes passos devem ser encarados como desafios para que saibamos usar a tecnologia a nosso favor e não deixar nenhuma ponta solta, desde o início do projeto, até a viabilidade dele, assim será possível gerar negócios sólidos, que consigam permear quaisquer adversidades, como a própria pandemia, e que sejam insubstituíveis.

*Patrícia Hatae é Head de Tecnologia do Hospital São Cristóvão

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