Como estabelecimentos locais podem driblar a crise que está por vir

Como estabelecimentos locais podem driblar a crise que está por vir

Rodrigo Belém*

22 de março de 2020 | 04h00

Rodrigo Belém. FOTO: DIVULGAÇÃO

O coronavírus chegou com força no Brasil e o cenário tende a piorar. Os impactos negativos nos pequenos comércios locais são inúmeros. Por isso, é fundamental que sejam adotadas estratégias relevantes para que a adaptação ocorra da melhor forma possível.

A principal preocupação da população agora é a saúde. Nesse sentido, as formas de prevenção dominam os noticiários e evitar sair de casa é uma das principais recomendações. Sim, a quarentena é extremamente importante para que a proliferação do vírus seja contida. A medida, no entanto, impacta diretamente comércios locais e profissionais autônomos.

De acordo com a Agência Brasil, o setor de alimentação fora do lar já começou a ser afetado pelos efeitos da disseminação da doença, mas a média do Brasil ainda não chega a 15% de queda. Por isso, precisamos “aproveitar” que o vírus não está alastrado no mesmo nível de outros países e que a queda de vendas ainda não é tão expressiva para elaborar algumas táticas que podem contribuir para amenizar os efeitos de quando o ápice da crise chegar.

1) Delivery e Take-Out

Na China, uma das maiores empresas de food delivery reportou um aumento de quatro vezes mais pedidos comparado ao mesmo período do ano passado. Por conta disso, muitos restaurantes estão antecipando um ‘’boom’’ neste tipo de serviço. Caso você não trabalhe com delivery em seu estabelecimento, essa é a hora de se atentar para isso e buscar todos os canais possíveis, como os aplicativos.

2) Combos e promoções no cardápio

Com milhares de empregados trabalhando de casa, crianças fora da escola e eventos sendo cancelados, a pessoa que antes pedia comida sozinho, provavelmente terá que incluir o restante da família. O que está sendo bem utilizado fora do país e vem sendo muito assertivo é o desenvolvimento de combos promocionais para uma quantidade maior de pessoas, como, por exemplo, pratos família, entre outros formatos. Além disso, é essencial trabalhar com descontos e promoções, focando no ganho de volume de vendas.

3) Gift Cards

Outra estratégia que está sendo utilizada por alguns estabelecimentos locais em todo o mundo é a adoção de vouchers de refeições. É possível disponibilizar para os consumidores mais fiéis a opção de comprar estes cupons de determinados produtos para serem utilizados assim que o estabelecimento reabrir após a crise. O prêmio para o consumidor que paga por um produto antecipadamente é o desconto ofertado. É importante que a promoção seja atrativa para que o consumidor se sinta realmente atraído a comprar.

4) Comunicado nas redes sociais 

Comunicar como o seu estabelecimento está agindo mediante a crise e como os seus funcionários estão fazendo para evitar ao máximo o contágio com o vírus passa bastante credibilidade na hora da escolha de compra do consumidor. Esse comunicado pode vir com um texto explicando o momento em que o restaurante está passando e imagens que mostrem a higienização do local e dos colaboradores para gerar empatia e mostrar a atenção da empresa para com a saúde dos seus funcionários.

5) Turnos estratégicos 

É bem provável que as vendas caiam neste período e para que o prejuízo não seja alto é preciso que haja uma redução efetiva nas despesas. Uma boa alternativa para isso é analisar os padrões de consumo de pedidos delivery no seu restaurante e montar uma estratégia de escala de funcionários, definindo claramente o número de funcionários que necessitam estar presentes em cada momento do dia baseado no histórico de pedidos.

Esse é um momento em que não temos que ter pânico, mas calma e resiliência para driblar essa situação da melhor forma. Para nós, consumidores, o principal é dar preferência aos estabelecimentos locais. Agora eles precisam mais do que nunca da nossa ajuda para sobreviver.

#ConsumaLocalmente

*Rodrigo Belém, fundador e CMO da BomCupom

Tudo o que sabemos sobre:

Artigocoronavírus

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.