Como a TI está transformando os cuidados de saúde

Marcelo Lorencin*

13 Fevereiro 2019 | 04h00

Vivemos numa era de transformação digital, onde a tecnologia vem proporcionando inteligência para a gestão e aumentando a vantagem competitiva das empresas no mercado. Então, compreender a importância da Tecnologia da Informação (TI) na estratégia empresarial é fundamental para a sustentabilidade dos negócios.

Na área da saúde, contudo, ainda são comuns grandes investimentos em tecnologia, mas que não se refletem em grandes resultados. O mercado brasileiro de TI movimentou 39,5 bilhões de dólares em 2017, o que representa 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e 1,8% do total de investimentos de TI no mundo, de acordo com o relatório da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) de 2018, sobre o panorama e tendências do mercado brasileiro.

Ainda de acordo com as recentes análises da ABES, o Brasil está no topo da lista de investimentos em TI na América Latina, seguido por México (US$ 20,6 bi), Argentina (US$ 8,4 bi) e Colômbia (US$ 7 bi). No ranking mundial, o País ficou em nono lugar na lista que encabeçam na sequência: Estados Unidos (US$ 751 bi), China (US$ 244 bi), Japão (US$ 139 bi), Reino Unido, Alemanha, França, Canadá e Índia. No total, foram US$ 2,07 trilhões em investimentos em TI no último ano (dados 2017).

Já os investimentos em TIC (TI + Telecom) somaram, mundialmente, US$ 3,55 trilhões em 2017, sendo US$ 105 bilhões somente no Brasil – o que garantiu o sexto lugar no ranking geral, recuperando uma posição em relação ao ano anterior.

Segundo o relatório da ABES, o resultado positivo de TI em 2017 gerou melhores expectativas para 2018, onde os investimentos em transformação digital, em conjunto com o amadurecimento no mercado de Cloud, vão continuar a alavancar projetos de inovação em TI.

No setor da medicina diagnóstica, a TI tem atuado como facilitadora em tarefas que permitem reduzir custos, no entanto existe ainda margem para que o investimento em tecnologia se torne estratégico e seja um dos pilares do crescimento de laboratórios clínicos.

Assim, investir em TI é tão importante quanto investir em qualidade ou na estrutura do laboratório. Um dos principais objetivos é dar apoio ao diagnóstico e fazer com que pacientes possam entender de maneira clara e objetiva os dados clínicos de um resultado. Além disso, através da TI, se obtêm dados que ajudam as organizações a se planejar perante seu público e mercado, onde tomadas de decisões importantes são sustentadas e colaboradores têm suas tarefas facilitadas. Torna-se possível obter resultados mais precisos de forma mais rápida e, sobretudo, mais segura e com mais qualidade – tarefas manuais que causam erros, atrasos e perdas, passam a ser suportadas por ferramentas ágeis e seguras.

Em suma, a Tecnologia da Informação pode sim ser uma ferramenta capaz de transformar os cuidados de saúde e proporcionar altos índices de produtividade e qualidade, suportando a melhoria de processos, eficiência da gestão e fluxos de trabalho.

*Marcelo Lorencin é presidente da Shift