Como a tecnologia aplicada à diversificação de investimentos ajuda a ter mais rentabilidade?

Como a tecnologia aplicada à diversificação de investimentos ajuda a ter mais rentabilidade?

Juliana Volpe*

29 de maio de 2021 | 05h00

Juliana Volpe. FOTO: DIVULGAÇÃO

Os brasileiros têm a maior parte de seu patrimônio em ativos de renda fixa de baixo retorno e deixam bilhões de reais de rentabilidade todos os anos na mesa por conta disso. Qual a resposta para não perder dinheiro na hora de investir? É muito mais simples do que se imagina, a chave está em diversificar e utilizar a tecnologia a seu favor.

Suponhamos que você comece a trabalhar, e vá se desenvolvendo na carreira, gastando menos do que ganha e aplicando suas economias na poupança. Em determinado momento você se dá conta daquilo que desconfiava desde o início: A poupança não é o melhor lugar para deixar seu dinheiro suado. Na procura por alternativas, entende que não adianta sair de um ativo para o outro, que para o longo prazo é preciso ter uma carteira diversificada.

Mas o que é essa tal diversificação que todo mundo fala? Ter uma carteira diversificada nada mais é do que ter ativos que estejam sujeitos a diferentes tipos de risco, seja na bolsa brasileira, seja na americana, seja ao risco cambial, ou de crédito de companhias listadas, ou do governo federal, e assim por diante. Uma carteira diversificada é uma carteira sofisticada.

Uma carteira sofisticada te protege contra grandes quedas do mercado e te ajuda a recuperar perdas muito mais rápido. Mas, por quê? Porque a real diversificação de risco em carteira permite uma melhor relação risco x retorno. Ou seja, permite conseguir um retorno sobre o investimento maior, com um risco de perda menor. Ativos financeiros se comportam de formas diferentes. Exemplo: quando a taxa de juros da economia sobe, os títulos de renda fixa sobem. Por outro lado, nesse cenário, a bolsa poderia retrair devido ao custo mais alto das empresas de levantarem capital para investirem em seus projetos. Se a carteira estiver alocada em bolsa e juros, o investidor poderá surfar o lado bom dos diferentes cenários.

Para que a diversificação dos investimentos seja realmente eficaz é preciso considerar 3 pontos:

  1. Tolerância a risco – qual a volatilidade ideal de sua carteira?
  2. Objetivos financeiros – Qual o prazo ideal dos ativos da carteira?
  3. Necessidade de liquidez – quanto deixar em ativos de baixo risco e alta liquidez (facilidade de sacar rápido).

Em toda análise de perfil de investidor, no fim do dia, o que nós investidores estamos dizendo é o quanto estaríamos dispostos a perder do nosso patrimônio em prol de um potencial retorno acima de indicadores do mercado. Em termos numéricos, poderíamos traduzir isso para a volatilidade de nossa carteira.

Na hora de investir é possível optar por modelos tradicionais como o de comissionamento, ou o de taxa fixa com a ajuda de um consultor especializado em uma gestora de investimentos. Na corretora sempre haverá o risco do conflito de interesses do comissionamento do agente e dos altos custos dos ativos. Em uma gestora onde não há conflito de interesses e a taxa de consultoria é fixa, única e transparente é possível fazer novos aportes sem ter que consultar o agente da corretora, analisar o mercado, ver se a volatilidade de sua carteira ainda está alinhada às mudanças toda vez que vai aplicar. Muita dor de cabeça e poucos resultados.

Já na gestora, todos os aportes são alocados na carteira, respeitando o perfil de cada investidor de forma automatizada! Nos EUA esse conceito já está amplamente divulgado, e aqui no Brasil está crescendo e possibilitando que milhares de brasileiros saiam da poupança e encontrem na tecnologia as melhores opções para alcançarem seus objetivos de investimentos de longo prazo.

*Juliana Volpe, especialista em investimentos da Magnetis

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