Como a marca empregadora da sua empresa pode gerenciar comunidades

Como a marca empregadora da sua empresa pode gerenciar comunidades

Whiny Fernandes*

11 de setembro de 2020 | 02h30

Whiny Fernandes. FOTO: DIVULGAÇÃO

As comunidades se formam com pessoas que se reúnem por um objetivo ou interesse em comum. Com a internet, esses grupos ganharam ainda mais força, conseguindo reunir ainda mais pessoas. Independentemente da comunidade, seja ela sobre empoderamento feminino, grupos estudantis ou tecnologia, ela tem seu poder.

Antes de continuar, gostaria de deixar algumas provocações para pensarmos, antes de continuar o texto. Que comunidades fazem sentido sua empresa se conectar? Você já fez esse mapeamento? Será que os talentos que você busca, sabem que você existe? Se sabem que você existe, o que será que eles falam sobre a sua empresa? Como você gerencia essas comunidades?

A lógica do marketing vem se transformando(que bom!) e hoje cada vez mais as marcas querem conversar com seu público alvo, ouvi-los, ter uma troca real, e não mais simplesmente fazer a promoção do seu produto ou serviço.

O seu público não quer ser mais bombardeado com um post de vagas aleatórios, por exemplo. Eles querem realmente compreender porque deveriam trabalhar em sua empresa, se conectarem, principalmente para vagas com escassez de profissionais qualificados. Para isso você precisa ter um forte posicionamento estratégico de marca empregadora.

Trazendo o conceito para a prática, imagine uma startup que está disputando talentos. Mesmo com a taxa de desemprego em 12%, a maioria dessas empresas

busca profissionais de tecnologia, ciência de dados e estatística, a estimativa é que entre

2018 e 2024 serão mais de 400 mil vagas de empregos. Mais que bons salários, os profissionais buscam qualidade de vida e principalmente propósito. Imagine por exemplo, uma mulher de TI com duas propostas de trabalho, sendo que uma das empresas tem um grupo organizado de empoderamento e formação de lideranças femininas, enquanto a outra não oferece nenhum tipo de representação identitária. Qual das duas ela está mais propensa a escolher?

Com essa inversão de lógica, uma excelente estratégia é se conectar com comunidades alvo. Para descobrir quais são, um bom primeiro passo é conversar com as pessoas que já fazem parte da sua empresa, perguntem onde elas buscam conhecimento e  a quais comunidades estão conectadas.

A partir do momento que você tiver este mapeamento pronto, o próximo passo é ouvir, entender o que seu público espera, e para isso só ouça. Muitas vezes o maior interesse dos grupos é o aprendizado e a conscientização. Desta forma, começam a acontecer trocas de conteúdos, como artigos, podcasts, eventos, cursos, pesquisas, ebooks e muito mais.

Se envolva, esteja realmente entregue à comunidade, agregue. Para ser mais participativo, uma das estratégias é compartilhar conhecimentos, criando conteúdos multiplataforma ou até mesmo dando aulas e palestras.

Nos Estados Unidos e por aqui também temos observado um crescimento, uma grande tendência é a posição de Community Manager, profissional que gerencia as comunidades de modo que os valores da empresa sejam incorporados à causa na qual aqueles colaboradores se uniram.

Ao gerenciar as comunidades que fazem parte da estratégia da marca empregadora, você irá conseguir de fato pessoas engajadas, agregando real valor e criando relacionamentos. E o sucesso das marcas do futuro será a de criar conexões verdadeiras, formando assim embaixadores com real apreço pela sua marca empregadora.

*Whiny Fernandes, cofundadora do grupo Employer Branding Brasil e especialista em marketing estratégico em uma fintech

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