Combate e prevenção à trombose

Combate e prevenção à trombose

Ricardo Brizzi*

09 de setembro de 2020 | 08h30

Ricardo Brizzi. FOTO: DIVULGAÇÃO

Dia 16 de setembro é comemorado o Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose, data instituída pelo Congresso Nacional em 2009. Estimativas apontam que a doença acomete duas a cada mil pessoas por ano, com uma taxa de recorrência de 25%. A doença ganhou destaque nos últimos meses já que está entre os fatores de risco do novo coronavírus. Anticoagulantes estão sendo usados no auxílio do tratamento da infecção quando há evidências de formação de trombos pulmonares. Alguns pacientes, com ou sem histórico de doenças circulatórias, estão sendo vítimas de trombose. A doença, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é um dos problemas cardiovasculares que mais mata no mundo.

A afirmação de que só os idosos têm problemas de trombose, não é verdade. A trombose venosa, que acomete principalmente os membros inferiores, pode aparecer em pessoas jovens, com idades entre 20 e 45 anos. Para diagnosticar a doença é preciso um exame clínico dos sintomas, exames laboratoriais são importantes para descartar as doenças que cursam o estado de hipercoagulação e a realização de um eco Doppler venoso que é um ultrassom que examina o vaso que está obstruído.

A trombose é a formação de coágulos no interior das veias e artérias, que causam a obstrução total ou parcial dos vasos. O tratamento desse trombo é feito com anticoagulante, ele vai estimular a dissolução do trombo no interior daquele vaso.  Quem desenvolve a doença tem uma alteração em um dos componentes da tríade de Virchow. Essa tríade é formada questões relacionadas ao estado de hipercoagulação, lesão da parede arterial, lesões mecânicas em cima da veia levando a uma lesão endotelial e a estase sanguínea, que é a diminuição da velocidade no interior da veia, levando a uma maior propensão da formação de coágulo. Qualquer um desses três fatores pode propiciar o aparecimento da trombose.  No caso do Covid 19, a infecção propicia uma hipercoagulação sanguínea. Quem já possui problemas circulatórios deve ficar mais atento.

*Ricardo Brizzi, angiologista e cirurgião vascular. É membro da Sociedade de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro. É um dos responsáveis pelo setor de cirurgia vascular e endovascular do Hospital Badim, do Hospital Israelita e Hospital Norte D’Or

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