Com processos eletrônicos, consumo de papel caiu 58% na Justiça do Trabalho

Com processos eletrônicos, consumo de papel caiu 58% na Justiça do Trabalho

Ações para minimizar impacto ambiental nos tribunais trabalhistas também diminuíram gastos com água e energia

Redação

03 de junho de 2020 | 14h25

O Tribunal Superior do Trabalho. Foto: Reprodução/TST

Implementação de processos eletrônicos, abandono de copos descartáveis e reaproveitamento de água. Essas foram algumas mudanças com as quais os profissionais do Judiciário trabalhista se viram às voltas nos últimos anos.

Em 2014, o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) implementou a ‘Política Nacional de Responsabilidade Socioambiental’. O objetivo era aprimorar ações voltadas ao desenvolvimento sustentável e otimizar a gestão de recursos sociais, ambientais e econômicos.

Entre as principais mudanças desde a adoção das novas diretrizes, estão a já mencionada implantação do Processo Judicial Eletrônico (PJe), além da conscientização dos Tribunais para a sustentabilidade.

A tramitação eletrônica dos processos, por exemplo, reduziu, nos últimos quatro anos, em 58% o consumo de papel no braço trabalhista da Justiça. De acordo com a assessoria do CSJT, o ramo está caminhando para ser o primeiro com 100% dos processos tramitando eletronicamente.

Entre 2015 e 2019, o consumo de copos descartáveis também caiu quase pela metade (- 47%) graças à substituição por copos retornáveis duráveis ou biodegradáveis em 17 Tribunais.

A captação de energia limpa aliada à instalação de sensores de presença e substituição de lâmpadas tradicionais pelas de LED, mais econômicas, reduziram o consumo de energia elétrica em 14% no mesmo período.

Além da instalação de dispositivos para economia de água em torneiras e descargas, sistemas de reaproveitamento de água da chuva, pias, chuveiros, tanques e máquinas de lavar também foram implementados em Tribunais Regionais e no Tribunal Superior do Trabalho, que atualmente é presidido pela ministra Maria Cristina Irigoyen Peduzzi. O resultado foi uma redução de 9% no consumo, entre 2015 e 2019.

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