‘Com muito orgulho’, diz Tarso Genro sobre filiação ao PT

‘Com muito orgulho’, diz Tarso Genro sobre filiação ao PT

Ex-ministro foi arrolado como testemunha de defesa do ex-tesoureiro do partido João Vaccari, preso na Lava Jato; "Nunca tive nenhuma intimidade com o Vaccari. Até estranhei eu ser arrolado como testemunha de defesa."

Redação

23 Junho 2015 | 13h44

Tarso Genro. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Tarso Genro. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Por Julia Affonso e Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba, e Fausto Macedo

O ex-ministro da Justiça nos governos do ex-presidente Lula e ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), prestou depoimento à Justiça Federal na segunda-feira, 23, no âmbito da Operação Lava Jato, como testemunha de defesa do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. Em cerca de 9 minutos, ele respondeu a diversas perguntas e afirmou ser filiado ao PT ‘com muito orgulho’.

VEJA A ÍNTEGRA DO DEPOIMENTO DE TARSO GENRO

“Conheço fisicamente o Vaccari. Mas sempre tive uma relação com ele normal, ordinária, dentro do partido. Nunca tive nenhuma intimidade com o Vaccari. Até estranhei eu ser arrolado como testemunha de defesa. O que faço, evidentemente, com muito prazer, mas não sei em que posso colaborar com esse processo”, disse o ex-ministro ao juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações penais da Lava Jato.

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Tarso Genro foi presidente do PT durante a crise do Mensalão, em 2004. O mandato durou cerca de ‘9 meses, 8 meses’.

“Fui, na verdade, eleito maneira indireta, não foi através de um processo de eleições diretas naquela oportunidade. O presidente José Genoino renunciou e eu fui eleito pela executiva para presidir o partido naquele período de transição. Não houve nenhuma modificação de lá para cá”, disse o ex-ministro.

“Eu determinei naquela oportunidade que todas as movimentações de arrecadação que fossem feitas, fossem anotadas quem é o responsável, para quem vai pedir e apontar a legalidade desse relacionamento. Mas eu fiquei apenas, se não me equivoco, 9 meses, 8 meses na presidência do partido. Não sei se essa regra depois foi mantida.”

Vaccari está preso desde 15 de abril em Curitiba, base das investigações da Lava Jato. O ex-tesoureiro é réu nesta ação penal, acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no esquema de desvios na Petrobrás, investigado e desbaratado pela força-tarefa da Lava Jato.

“Nunca ouvi falar nada em desabono ao Vaccari. Nem comentários positivos ou negativos, porque a função de tesoureiro ou diretor de finanças é técnica. Eu não lembro do Vaccari ter participado de debates políticos dentro do partido”, afirmou Genro.

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