Com metade dos petistas em Curitiba, Maia anuncia que vai descontar salário de deputados ausentes na Câmara

Com metade dos petistas em Curitiba, Maia anuncia que vai descontar salário de deputados ausentes na Câmara

Durante votação do projeto de recuperação fiscal dos Estados em calamidade financeira, presidente da Câmara afirma que medida será tomada contra parlamentares que viajaram ao Paraná para prestar apoio a Lula

Daiene Cardoso e Igor Gadelha, de Brasília

10 de maio de 2017 | 18h33

Rodrigo Maia. Foto: FABIO MOTTA/ESTADÃO

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou durante a votação do projeto de recuperação fiscal dos Estados em calamidade financeira que a sessão desta tarde terá efeitos administrativos, ou seja, parlamentares ausentes sofrerão desconto de salário. A medida atinge metade da bancada do PT e parlamentares do PCdoB, que foram a Curitiba acompanhar o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sérgio Moro.

Segundo a liderança do PT, pelo menos 30 deputados do partido estão fora da Casa nesta quarta-feira. A bancada tem 58 parlamentares. Se juntaram ao grupo de petistas as deputadas do PCdoB Jô Moraes (MG), Alice Portugal (BA) e Jandira Feghali (RJ).

Mais cedo, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), que usou a cota parlamentar para visitar o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na prisão, disse considerar válido que os deputados em Curitiba usem os recursos da Câmara porque eles estão em atividade político-parlamentar. “Da minha parte, como procurador da Câmara, não vejo nada de ilegal ou imoral nisso. Se eles não fossem parlamentar e não tivessem atividade política, provavelmente não estariam por lá”, disse.

Marun explicou que decidiu devolver a verba da visita a Cunha para não “polemizar”. “Poderia não ter devolvido, mas decidi devolver para que isso não servisse de munição para a hipocrisia dos meus adversários”, respondeu.

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