Com apoio dos EUA, PF põe Operação Pneu de Ferro contra tráfico internacional de armas e prende 4

Com apoio dos EUA, PF põe Operação Pneu de Ferro contra tráfico internacional de armas e prende 4

Ofensiva faz buscas em sete endereços de investigados e cumpre cinco mandados de prisão temporária; investigação foi batizada em referência à apreensão de 21 carregadores de fuzis AK 47, calibre 7.62, e um de pistola, escondidos dentro de um pneu no Aeroporto do Galeão

Redação

01 de junho de 2021 | 08h03

Apreensão em 2019 motivou a abertura de investigação que culminou na Operação Pneu de Ferro. Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça, 1º, a Operação Pneu de Ferro para desarticular suposta organização criminosa responsável pelo tráfico internacional e interestadual de armas de fogo, munições e acessórios, associação para o tráfico de drogas, lavagem de capitais e evasão de divisas.

Agentes fazem buscas em sete endereços de investigados e cumprem cinco mandados de prisão temporária nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. As ordens foram expedidas pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio.

Até o momento, quatro alvos foram presos em São Paulo e um investigado do Rio de Janeiro ainda não foi localizado. Durante as diligências na capital paulista, os investigadores apreenderam um Porshe Panamera 4S.

Em paralelo à ‘Pneu de Ferro ‘, as autoridades dos EUA deflagraram a Operação Iron Tire e prenderam um brasileiro que também é investigado pela PF. As informações repassadas pela corporação deram início a uma investigação naquele país que resultou em ‘diversas apreensões ilícitas’.

De acordo com a PF, a investigação teve início em 2019, com a apreensão de 21 carregadores de fuzis AK 47, calibre 7.62, e um de pistola, escondidos dentro de um pneu no Aeroporto do Galeão. A ofensiva deflagrada nesta manhã foi batizada como Pneu de Ferro em razão de tal diligência.

Os policiais identificaram que os materiais apreendidos eram enviados pela organização criminosa sob suspeita, via postal, das cidades de Kissimme, Orlando e Tucson, nos Estados Unidos e ‘tinham como destino abastecer facções criminosas de atuação nacional’.

A PF contou com o apoio da Receita Federal e com a Agência de Investigações de Segurança Interna dos Estados Unidos (ICE Homeland Security Investigations), através de seus adidos na Embaixada dos EUA, em Brasília, e nas cidades de Tucson e Miami.

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