Colaboração é a chave para o futuro que queremos

Colaboração é a chave para o futuro que queremos

Jhonata Emerick*

25 de novembro de 2019 | 05h00

Jhonata Emerick. FOTO: DIVULGAÇÃO

Tivemos acesso ao Projeto de Lei que estabelece os princípios para o uso da inteligência artificial no Brasil. Criado pelo senador Styvenson Valentim, do Podemos/RN, o PL n° 5051/19 deve balizar as regras para o setor e as premissas para o uso de técnicas machine learning, impulsionando o desenvolvimento tecnológico no País.

O ponto de partida para o Projeto de Lei foi a Comissão Senado do Futuro, proposta pelo mesmo senador no intuito de entender o porque o serviço público faz tão pouco uso das possibilidades que a Inteligência Artificial proporciona. E hoje, após participar de algumas reuniões no Senado, posso dizer de forma otimista que estamos dando os primeiros passos rumo à criação de um ambiente propício para discussão em torno deste tema.

Queremos um governo atuante em busca do progresso que beneficiará a todos, e o senador nos deu abertura para argumentar e mostrar ao lado da sociedade civil, pesquisadores e especialistas da Associação Brasileira de Inteligência Artificial – ABRIA, os melhores caminhos para viabilizar o uso desta tecnologia de forma dinâmica e colaborativa. Tanto ele, quanto o relator do projeto, o senador Rogério Carvalho, estão dispostos a ouvir a sociedade em uma audiência pública, visando criar um PL que seja justo e positivo para a sociedade.

Nossa intenção é mostrar para os nossos governantes que machine learning e inteligência artificial são tecnologias que não tem o intuito de “roubar” empregos ou substituir o trabalho humano. São funções complementares, pois vemos que o acompanhamento dos resultados obtidos pelo aprendizado de máquina deve ser feito por um profissional de carne e osso, e que a tecnologia vem para cumprir tarefas rotineiras e repetitivas em um primeiro momento.

A preocupação dos senadores envolvidos no projeto a respeito da ética envolvida nestes algoritmos é legítima, e, neste sentido, iremos fomentar uma ampla discussão com a sociedade em torno do tema, (de)mo(n)strando que não se trata de substituir empregos ou pessoas, mas, sim, de modernizar, inovar, colocar profissionais em funções menos tarefeiras, repetitivas e burocráticas. E temos diversas publicações, cases de empresas, exemplos e projetos concretizados que mostram a efetividade do uso de inteligência artificial no Brasil e em diversos outros países.

Convido a todos para fazerem parte desta nova era em que a sociedade, os representantes políticos e as empresas se unem em prol do futuro que queremos, com inovação, tecnologia, educação e requalificação para todas as pessoas que podem ser impactadas pelo uso desta tecnologia, que veio para ficar.

*Jhonata Emerick é presidente da Associação Brasileira de Inteligência Artificial (Abria) e fundador da DataRisk – empresa de inteligência artificial

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