CNI escolhe substituto de seu presidente que foi preso na Operação Fantoche

CNI escolhe substituto de seu presidente que foi preso na Operação Fantoche

Nesta quinta, 28, Conselho de Representantes da entidade vai indicar nome para a cadeira de Robson Andrade, investigado por suposta ligação a fraudes em convênios com o Ministério do Turismo e o Sistema S e afastado do cargo por ordem judicial

Redação

27 de fevereiro de 2019 | 08h23

Foto: CNI

O Conselho de Representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) vai se reunir nesta quinta, 28, para escolher um substituto do presidente afastado Robson Braga de Andrade, ‘enquanto durar o seu impedimento temporário’. A substituição ocorrerá conforme prevê o estatuto da CNI.

Andrade é alvo da Operação Fantoche, deflagrada pela Polícia Federal parea investigar suposto esquema de corrupção e fraudes em contratos firmados por meio de convênios com o Ministério do Turismo e o Sistema S.

Responsável pela representação da indústria do Brasil, a CNI é o órgão máximo do sistema sindical patronal da indústria e atua em articulação com os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de entidades no Brasil e no exterior.

Segundo informações da PF, um grupo de empresas, sob o controle de um mesmo núcleo familiar, atuava desde 2002 executando contratos firmados por meio de convênios com o Ministério do Turismo e entidades paraestatais do intitulado ‘Sistema S’.

Estima-se que o grupo já tenha recebido mais de R$ 400 milhões decorrentes desses contratos.

As investigações apontaram que o grupo utilizava entidades de direito privado, sem fins lucrativos, para justificar a celebração de contratos e convênios diretos com o Ministério e Unidades do Sistema S.

Os contratos eram, em sua maioria, voltados à execução de eventos culturais e de publicidade superfaturados e com inexecução parcial, sendo os recursos posteriormente desviados em favor do núcleo empresarial por intermédio de empresas de fachada.

A principal beneficiária do suposto esquema teria sido a empresa Aliança Comunicação.

Na terça-feira, 19, o presidente da CNI chegou a ser preso pela PF. Ele foi solto no mesmo dia, por sugestão da própria PF.

Ao decretar a soltura de Robson Andrade, o juiz da 4.ª Vara Federal de Recife, César Arthur Cavalcanti de Carvalho, determinou seu afastamento do cargo.

A convocação da reunião do Conselho de Representantes foi feita por 20 das 27 Federações Estaduais das Indústrias que integram o colegiado da CNI.

O presidente interino será escolhido entre os seguintes vice-presidentes executivos da CNI: Antônio Carlos da Silva, Glauco José Côrte, Paulo Afonso Ferreira e Paulo Antônio Skaf.

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