Clube condenado a indenizar pais de garota de 8 anos que morreu afogada na piscina

Clube condenado a indenizar pais de garota de 8 anos que morreu afogada na piscina

Juiz da 28.ª Vara Cível de Belo Horizonte disse que é dever do Jaraguá Country 'zelar pela integridade e segurança daqueles que usufruem de suas dependências' e impôs pagamento de R$ 250 mil; caso ocorreu em 2014, quando menina ficou com os cabelos presos em bomba de sucção

Pedro Prata

21 de agosto de 2019 | 07h03

A 28.ª Vara Cível de Belo Horizonte condenou o Jaraguá Country Club a pagar R$ 250 mil de indenização e pensão aos pais de uma menina de 8 anos que morreu afogada em uma piscina, em 2014.

Juiz disse que é dever do Jaraguá Country ‘zelar pela integridade e segurança daqueles que usufruem de suas dependências’ e impôs pagamento de R$ 250 mil. Foto: Google Maps/Reprodução

A criança ficou com os cabelos presos na bomba de sucção que levava a água da piscina para o toboágua.

Na sentença, o juiz Bruno Teixeira Lino disse que ‘é dever do clube que dispõe de espaço destinado a atividades aquáticas levar em consideração os riscos a elas inerentes, zelando, em tempo integral, pela integridade e segurança daqueles que usufruem de suas dependências’.

À Justiça, o Jaraguá Country Club alegou que possui alvará de funcionamento válido, auto de vistoria do Corpo de Bombeiros vigente e estrutura adequada à segurança dos banhistas.

Ainda, se defendeu alegando que a força da bomba na piscina não era suficiente para puxar uma pessoa pelos cabelos.

“A prova da negligência do réu, essencial à sua responsabilização, ressai dos depoimentos prestados pelas testemunhas ouvidas na instrução do processo de que a bomba de sucção do toboágua não possuía tela de proteção na época dos fatos”, decidiu o juiz.

Além de pagar indenização de R$ 125 mil para cada pai, o clube também terá que pagar indenização referente aos custos do funeral (R$ 1.824) e pensão de 2/3 de um salário-mínimo até a data em que a menina completaria 25 anos e de 1/3 até a data em que ela completaria 70 anos.

COM A PALAVRA, O CLUBE

A reportagem entrou em contato com o Jaraguá Country Club. O espaço está aberto para manifestação. (pedro.prata@estadao.com)

À Justiça, o Jaraguá alegou que possui alvará de funcionamento válido, auto de vistoria do Corpo de Bombeiros vigente e estrutura adequada à segurança dos banhistas.

Ainda, se defendeu alegando que a força da bomba na piscina não era suficiente para puxar uma pessoa pelos cabelos.

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