Circus Máximus prende mais um por frandes no Banco de Brasília

Circus Máximus prende mais um por frandes no Banco de Brasília

Adib José Francisco Junior foi detido nesta sexta, 22; outro alvo da segunda fase da Operação não foi localizado

Redação

22 de março de 2019 | 22h38

Banco Regional de Brasília. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília/Secretaria de Estado de Comunicação do DF

A força-tarefa Greenfield deflagrou, nessa quinta-feira (21), a segunda fase da operação que investiga irregularidades no Banco de Brasília, a Operação Circus Maximus. Foram determinadas as prisões temporárias de mais dois envolvidos no esquema, revelados após as novas investigações do caso. Adib José Francisco Junior já está preso e Luiz Fernando Cavalcanti Mourão Crespo ainda não foi encontrado. Também foram expedidos mandados de busca e apreensão nos endereços dos alvos de prisão, bem como no escritório das empresas BKK Assessoria Patrimonial e Hydra Engenharia e Saneamento.

As informações foram divulgadas no site do Ministério Público Federal no Distrito Federal.

Segundo a Procuradoria, as ‘investigações conduzidas pela FT Greenfield, após a deflagração da Circus Maximus no início do ano revelaram que Adib José seria sócio oculto na empresa de concretagem Globomix’.

“Adib agia em parceria com Diogo Cuoco na emissão de notas fiscais frias utilizadas para lavar dinheiro no esquema e possibilitar o pagamento de vantagens indevidas a funcionários do BRB. Foi apurado ainda que o novo investigado é proprietário da empresa Hydra, alvo de buscas nas diligências do dia, e que foi ele o responsável por entregar dinheiro em espécie para Ricardo Rodrigues”, afirma o MPF.

A força-tarefa afirma que ‘Luiz Mourão, cunhado de Henrique Neto, participou do esquema a partir do recebimento da propina que seria dirigida a Henrique Leite e seu pai. Luiz Mourão teria assumido formalmente a administração das empresas Biam e Bi, ambas aparentemente utilizadas para lavagem de valores na organização criminosa’.

“A partir de documentações e provas colhidas na deflagração da operação, que a empresa BKK Assessoria Patrimonial, de propriedade de Adonis Assumpção, pode ter sido utilizada para lavar o dinheiro obtido pelas fraudes do esquema. Nesse sentido, vale lembrar que Adonis foi denunciado pela força-tarefa e agia como parceiro de Ricardo Leal, preso na primeira fase da operação”, afirma a Greenfield.

Circus Maximus – A operação conduzida pela FT Greenfield apura irregularidades no Banco Regional de Brasília (BRB), envolvendo fundos de investimentos. As investigações apontam para prejuízo de aproximadamente R$ 348 milhões ao banco, a participantes dos fundos de pensão e regimes de previdência, a poupadores e ao sistema financeiro nacional. Só em propinas, foi detectado o repasse de mais de R$ 20 milhões. Dezessete pessoas já foram denunciadas.

Os acusados responderão por crimes contra o sistema financeiro, corrupção, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, entre outros. Nesse contexto, a FT investiga os aportes fraudulentos em pelo menos dois empreendimentos: o FIP LSH (relacionado ao antigo Trump Hotel, no Rio de Janeiro) e o FII SIA (ligado ao empreendimento Praça Capital, desenvolvido pela Odebrecht Realizações e Brasal Incorporações, em Brasília). Além da condenação dos envolvidos, a Greenfield pediu o confisco de valores, bem como indenização correspondente ao triplo das quantias desviadas por cada um para satisfazer os danos materiais, morais e sociais causados.

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