Cinco mudanças que o digital trouxe para o varejo físico

Cinco mudanças que o digital trouxe para o varejo físico

Ricardo Fiovaranti*

15 de novembro de 2021 | 03h30

Ricardo Fiovaranti. FOTO: DIVULGAÇÃO

Quem ainda era reticente com o comércio eletrônico e a presença de soluções digitais no varejo teve que rever sua opinião com a pandemia de covid-19. Sem a presença da tecnologia e a possibilidade de realizar compras de forma virtual, muitos negócios iriam naufragar, e o desempenho econômico do setor seria ainda pior no período. Mas a influência do ambiente digital na atuação dos lojistas não é algo recente – só foi acelerada pelo novo coronavírus. Desde o surgimento da internet comercial e da criação das primeiras lojas virtuais, pouco a pouco diversos conceitos inerentes ao e-commerce passaram a fazer parte do dia a dia das lojas tradicionais. Confira cinco mudanças que o varejo físico incorporou dessa digitalização:

1 – Transformação de dados em estratégia

A principal mudança que o digital trouxe para as lojas físicas é, sem dúvida, a capacidade de coletar, processar e cruzar diferentes dados para potencializar a estratégia de negócio. Diferentemente do comércio eletrônico, as informações sobre o consumidor do varejo tradicional sempre estiveram disponíveis, mas não havia tecnologia suficiente para coletá-las de forma segura e confiável. Hoje, com soluções de Vídeo Analytics baseadas em visão computacional e inteligência artificial, isso é possível. Assim, selecionar os melhores dados e transformá-los em melhores estratégias é fundamental para a sobrevivência de qualquer negócio.

2 – Ampliação e integração de canais

O conceito de omnichannel não é novo, mas somente agora, com a maior presença de soluções digitais no dia a dia do varejo, é possível colocá-lo em prática. Aquela ideia de separar os canais de vendas e até de extinção das lojas de rua deu lugar ao novo papel que esses estabelecimentos exercem. Atualmente, eles representam o centro de todo o planejamento estratégico do negócio, possibilitando um ecossistema capaz de atender o consumidor quando, como e onde ele quiser.

3 – Antecipação e previsibilidade de demandas

A análise de dados não serve apenas para potencializar a tomada de decisão sobre algo que está acontecendo, mas principalmente para se antecipar a situações que ainda irão acontecer. Graças ao apoio de soluções de inteligência artificial, é possível identificar padrões importantes na jornada de compra de seus consumidores, como mapas de calor do estabelecimento, principais fluxos e horários de pico. Assim, o varejista pode suprir essa demanda sem causar ruído na experiência de consumo das pessoas e sem afetar a rentabilidade do negócio.

4 – Preocupação com o comportamento do consumidor

A preocupação com o comportamento e os hábitos do consumidor também é característica que foi potencializada com o aumento das soluções digitais no varejo tradicional. Sim, há excelentes exemplos de varejistas que souberam atender seus clientes ao longo do século 20, mas foram situações pontuais. A grande maioria dos lojistas tinha dificuldade de saber ao certo os desejos e as necessidades de seu público. Mas com a maior quantidade de dados no mundo físico, é possível levantar informações estratégicas a partir dos Kpis indicados e, a partir daí, criar iniciativas que atraiam essas pessoas para o estabelecimento.

5 – Preocupação com o estoque e frete

Por fim, o varejo físico percebeu a importância de criar uma excelente política de estoque e de frete em sua estratégia. Até pouco tempo, ainda era comum encontrar lojistas que acreditavam que bastava abrir as portas do comércio para atrair consumidores e, consequentemente, ter maior conversão. Se o objetivo é atender o cliente quando, onde e como quiser, é preciso oferecer opções de entrega e até de retirada de produtos independentemente do canal utilizado para a venda. Isso amplia o escopo da e a torna uma espécie de centro de distribuição.

*Ricardo Fiovaranti é CEO da FX Data Intelligence

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