Cinco momentos em que Felipe Neto enfrentou o governo Bolsonaro e seus seguidores

Cinco momentos em que Felipe Neto enfrentou o governo Bolsonaro e seus seguidores

Com mais de 40 milhões de seguidores em seu canal no YouTube e outros 25 milhões no Twitter e no Instagram, Felipe Neto tornou-se uma das principais vozes de oposição ao governo de Jair Bolsonaro

Roberta Jansen/RIO

18 de março de 2021 | 18h35

Com mais de 40 milhões de seguidores em seu canal no YouTube e outros 25 milhões no Twitter e no Instagram, Felipe Neto tornou-se uma das principais vozes de oposição ao governo de Jair Bolsonaro. Por isso, virou alvo de lideranças e de grupos bolsonaristas nas redes sociais, além de ameaças de investigação criminal – uma delas, pela Lei de Segurança Nacional.

1. No início de 2020, Neto sofreu uma dura campanha difamatória nas redes sociais, acusando-o de pedofilia. O youtuber e sua família chegaram a receber ameaças de morte. A mãe de Felipe Neto se mudou para o exterior.

2. Em julho do ano passado, em um vídeo feito especialmente para o The New York Times, Felipe Neto fez duras críticas a Jair Bolsonaro e à condução do combate à pandemia. No vídeo, o youtuber o chamou de “o pior presidente do mundo no enfrentamento à covid-19”.

O influenciador digital Felipe Neto. Foto: Felipe Neto/Divulgação

3. A Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática do Rio abriu uma investigação contra o influenciador digital por “corrupção de menores”, em novembro de 2020. Segundo a Polícia Civil, ele estaria sob investigação por divulgar material impróprio para crianças e adolescentes em seu canal no YouTube sem limitar a classificação etária. O youtuber denunciou o que considerou perseguição política.

4. Felipe Neto foi listado – juntamente com Jair Bolsonaro – entre as cem personalidades do ano de 2020 da revista Time. O influenciador digital ganhou perfis nos jornais Le Monde e The Guardian, na França e no Reino Unido respectivamente. Aproveitou o espaço para mais uma vez criticar Bolsonaro na mídia internacional.

5. Nesta semana, a mesma Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática instaurou inquérito contra Felipe Neto por chamar o presidente Bolsonaro de “genocida”, por seu comportamento na pandemia. As acusações eram baseadas na Lei de Segurança Nacional e no Código Penal, por calúnia. Nesta quinta-feira, 18, a Justiça determinou a suspensão da investigação, que tinha sido aberta a pedido do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), segundo filho do presidente.

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