Cinco minutos de silêncio ou de conversa, qual o presente da sua mãe?

Cinco minutos de silêncio ou de conversa, qual o presente da sua mãe?

Simone Januário*

12 de maio de 2019 | 10h00

Simone Januário. FOTO: DIVULGAÇÃO

A maternidade, em algum momento da vida toma conta do imaginário feminino.

Da brincadeira de boneca na infância ao temido relógio biológico, vários filhos podem passar pela fantasia de uma mulher. E várias maternidades também.

E quando surge o filho? Aí começa a aventura!

Corpo que muda, humor que se altera, planos que vão para gaveta e outros que saem dela.

A surpresa do sexo do bebê, respiração acelerada a cada ultrassom e o filho vai ganhando uma forma. No processo de adoção, as emoções também estão presentes!

Quando chega o bebê, só uma certeza, nada será como antes!

Na chegada do filho a primeira surpresa, surge alguém diferente de qualquer fantasia (ainda que seja exatamente o que se imaginou!)! Surge o cansaço, as preocupações e o profundo desejo de ter 5 minutos de silêncio sem precisar pensar, organizar ou fazer nada. Isso não tem nada a ver com amor! Quem ama também precisa de tempo!

Depois? Vem a escola, tarefas, brincadeiras e uma demanda louca.

Vem também a estranha sensação de que o tempo passa muito rápido.

É nesse momento que muitas mulheres começam a retomar vida profissional, a ginástica parada e abrir a gaveta dos velhos planos.

E quando o parágrafo muda, chega a adolescência, com toda sua intensidade e todos os seus silêncios. A preocupação com o futuro, escolha profissional, drogas, DSTs e esse mundo louco! Será que a velhice está chegando ou naquele tempo tudo era mais calmo, respeitoso e melhor?

E quando eles batem as asas, aquele vazio, coração apertado e orgulhoso: voou! No início a estranheza do silêncio, do vídeo game desligado e de uma bagunça aqui e outra ali. Mas eles continuam filhos e elas mães.

E a partir daí o ninho se abre para os retornos, para as conversas as vezes muito mais rápidas do que deveriam ser. Seria tão bom mais 5 minutinhos. As mães seguem com suas vidas em novos momentos, mulheres e quem sabe: Avós!

*Simone Januário, psicóloga

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