Chefe da segurança de condomínio de Chambinho quis impedir entrada da PF

Agentes tiveram que saltar portão para chegar à casa de Alexandre Romano, ex-vereador do PT e alvo da Pixuleco II; mulher dele foi avisada

Redação

13 de agosto de 2015 | 16h24

Alexandre Romano foi preso na 18ª fase da Lava Jato. Foto: Reprodução

Alexandre Romano foi preso na 18ª fase da Lava Jato. Foto: Reprodução

Por Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba

A Polícia Federal indiciou por crime de favorecimento pessoal o chefe de segurança e um porteiro do condomínio onde reside o ex-vereador do PT e operador de propinas Alexandre Romano, o Chambinho – alvo maior da Pixuleco II, que investiga fraudes com recursos de consignados no âmbito do Ministério do Planejamento.

‘Chambinho’, preso na Pixuleco II, é próximo da cúpula do PT

Planejamento anuncia rescisão de acordo de cooperação e sindicância

Na manhã desta quinta-feira, 13, agentes da PF tiveram dificuldade em cumprir mandado de busca e apreensão na casa do ex-vereador petista, no bairro da Vila Olímpia, na capital paulista. Chambinho mora em um apartamento de cobertura no bairro de luxo.

Diante da demora para liberar a entrada da PF, agentes pularam o portão. Eles verificaram no celular do chefe da segurança uma ligação para a mulher de Chambinho, que deixou o PT em 2005. Para os agentes ficou claro que o segurança tentou avisar sobre a chegada da PF.

Pixuleco II identifica ‘núcleo duro’ da corrupção e ‘miríade de fraudes’

‘A corrupção está longe do volume morto’, diz procurador

Chambinho não estava no apartamento. Quando a PF chegou, logo ao amanhecer, o ex-vereador estava em Congonhas. Curiosamente, iria embarcar para Curitiba, base da Lava Jato.

A Pixuleco II investiga um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que gira em torno de contratos milionários celebrados no âmbito do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Segundo a Procuradoria da República, desde a primeira Pixuleco, foram reforçadas, com novas evidências, as suspeitas de desvios milionários efetuados por empresas do Grupo Consist Software em decorrência de contratos fechados com a anuência do Ministério.

“De acordo com as apurações, essas empresas iniciaram os pagamentos ilegais após a celebração de Acordo de Cooperação Técnica entre o Ministério, a Associação Brasileira de Bancos (ABBC) e o Sindicato das Entidades Abertas de Previdência Privada (SINAPP). O objetivo do acordo seria a disponibilização de serviços e software para gestão de margem consignável em folha de pagamento”, afirma o Ministério Público Federal.

COM A PALAVRA, RUSSO

O presidente do diretório municipal do PT, Marco Bariao, o ‘Russo’, informou que Romano não é mais filiado ao partido. “O senhor Alexandre Correa de Oliveira Romano foi filiado ao PT de Setembro de 1999 a 22 de Setembro de 2005′.

Tudo o que sabemos sobre:

Alexandre Romanooperação Lava Jato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.