Chefe da Polícia Federal no Rio tem alta produtividade

Chefe da Polícia Federal no Rio tem alta produtividade

Presidente Jair Bolsonaro anunciou substituição do delegado Ricardo Saadi por motivos de 'produtividade' e de 'problemas' na superintendência

Breno Pires / BRASÍLIA

28 de agosto de 2019 | 05h05

Delegado Ricardo Saadi. FOTO: TOMAZ SILVA/AG. BRASIL

O delegado Ricardo Saadi, superintendente da Polícia Federal no Rio – cuja substituição foi anunciada no dia 15 pelo presidente Jair Bolsonaro sob alegação de “questão de produtividade” – é um dos mais bem avaliados no Índice de Produtividade Operacional (IPO), que mede o desempenho das superintendências da corporação em todo o País.

Nesse índice, produzido a partir de dados sobre operações deflagradas, inquéritos resolvidos e atividades administrativas, entre outras variáveis, a Superintendência do Rio, sob a chefia do delegado Saadi, passou neste ano de 24.º para 4.º no ranking de desempenho.

O índice compara os meses de agosto de 2018 a este mês. O dado é sigiloso para não expor os últimos da lista.

A produtividade da Superintendência da PF no Rio era uma das mais baixas do País há alguns anos. Sob o comando do delegado Saadi, contudo, houve um salto de eficiência. Ele assumiu o posto em fevereiro do ano passado e comandou a divisão em diversas operações de grande impacto, como a que levou à prisão o doleiro Dario Messer.

Além disso, a PF do Rio deflagrou a Operação Furna da Onça, que apura, entre outros fatos, a chamada “rachadinha” entre servidores e deputados na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Por causa da polêmica, a mudança na superintendência do Rio vai aguardar mais um pouco. O Estado apurou que a estratégia é evitar mexer neste assunto até esfriar o clima.

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