Chefe da PF em São Paulo avisa que “morte covarde” de agente não vai intimidar corporação

Delegado Roberto Troncon prestou homenagem a agente morto em combate ao narcotráfico

Fausto Macedo

03 de outubro de 2013 | 22h46

O superintendente regional da Polícia Federal em São Paulo, delegado Roberto Troncon, manda um recado para o narcotráfico. “A morte covarde do nosso agente Fábio Luciano não vai nos intimidar, pelo contrário vamos incrementar ainda mais o combate ao tráfico de drogas.”

A mensagem de Troncon foi dada na terça-feira, dia 1º de outubro, durante solenidade de hasteamento da bandeira do Brasil, na sede da PF em São Paulo. Diante de um grupo de agentes e delegados, o superintendente lamentou o assassinato do agente, executado com um tiro de fuzil.

Fábio Ricardo Paiva Luciano, de 39 anos, morreu durante confronto com um grupo de traficantes na noite de 25 de setembro, quarta feira da semana passada, em Bocaina, interior paulista.

Luciano integrava um efetivo de cerca de 20 federais mobilizados na operação para interceptação de um avião do narcotráfico carregado com cerca de meia tonelada de cocaína.

O Cessna, modelo 210, iria pousar em uma pista clandestina no canavial. Na rodovia SP-255, divisa de Bocaina com Boa Esperança do Sul, federais e uma parte do grupo de traficantes trocaram tiros.

Luciano foi alvejado no peito com um tiro de fuzil. Os peritos da PF verificaram que a bala percorreu 67 metros até atingir o agente federal. O projétil varou o colete à prova de balas que Luciano usava.

O piloto do avião do tráfico, ao perceber o tiroteio na rodovia, tentou arremeter, mas acabou caindo. O avião explodiu. Roberto Troncon prestou solidariedade ao agente morto em combate. Na solenidade na sede da PF, ele pediu um minuto de silêncio por Luciano.

Troncon alertou agentes e delegados sobre “o momento difícil, conturbado”, referindo-se à audácia do narcotráfico.
Mas deixou claro que a PF não vai se intimidar ante o poder de fogo dos traficantes. “Não vamos recuar.”

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