Chefe da PF em São Paulo pede ‘mandato fixo’ e ‘critérios’ na escolha de diretores

Chefe da PF em São Paulo pede ‘mandato fixo’ e ‘critérios’ na escolha de diretores

Disney Rosseti participou de simpósio sobre corrupção na capital paulista; ao falar da sucessão ele não citou nominalmente Fernando Segóvia, novo diretor da corporação escolhido por Temer

Julia Affonso

09 Novembro 2017 | 16h26

Disney Rosseti: Foto: DPF/Divulgação – 2015

O superintendente da Polícia Federal, em São Paulo, delegado Disney Rosseti, pediu nesta quinta-feira, 9, na abertura do I Simpósio Nacional de Combate à Corrupção, na capital paulista, ‘critérios de escolha de diretores, de gestores’ da corporação e ‘mandato fixo’.

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Rosseti não citou nominalmente Fernando Segóvia, indicado pelo presidente Michel Temer (PMDB) para o cargo de o diretor-geral da PF.

No simpósio, realizado pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Rosseti falou por cerca de cinco minutos.

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“A Polícia não se deixará infiltrar pela corrupção e pela política mal vivenciada. A Polícia Federal jamais de deixará infiltrar. Agora, precisamos, sim, de um arcaboço legislativo que nos traga uma segurança no agir. Precisamos de uma maior autonomia, de maior independência, precisamos de critérios de escolha de diretores, de gestores da Polícia Federal, mandato fixo e tantos outros pleitos, que são pleitos razoáveis, mais do que razoáveis para a Polícia”, afirmou.

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“Precisamos de recomposição dos nossos quadros, de um orçamento que nos atenda, que hoje realmente, para nos que somos gestores, o quadro é extremamente difícil.”

O chefe da PF em São Paulo disse que sua equipe ‘vem procurando desenvolver da melhor maneira possível as suas funções’.

“O combate é e continuará sendo travado. Agora, precisamos de ferramentas e de um arcaboço legislativo que nos dê a devida proteção. Porque hoje nós trabalhamos com autonomia e uma independência moral que conquistamos ao longo da existência da instituição por todos aqueles que a compuseram. Fique claro que essa autonomia e independência moral jamais será ferida”, declarou.

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