CGU firma ‘memorando de entendimento’ com SBM

CGU firma ‘memorando de entendimento’ com SBM

Empresa de aluguel de plataformas de petróleo é investigada por propinas na Petrobrás

Redação

17 de março de 2015 | 19h04

Por Fausto Macedo, Julia Affonso e Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba

A Controladoria-Geral da União (CGU), a Advocacia-Geral da União (AGU) e a SBM Offshore – gigante holandesa de aluguel de plataformas de petróleo – anunciaram nesta terça feira, 17, que firmaram ‘memorando de entendimentos’.

CGU. Foto: André Dusek/Estadão

CGU. Foto: André Dusek/Estadão

O documento contém a base para discussões entre a empresa, a CGU e a AGU para “um potencial acordo mutuamente aceitável”. Pelos termos do pacto, a SBM deverá fornecer “informações relevantes” para as investigações da Controladoria-Geral da União.

A SBM está sob investigação por suspeita de pagamento de propinas para funcionários da Petrobrás. A empresa holandesa teria corrompido autoridades de vários países em troca de contratos milionários em sua área de atuação. Entre 2005 e 2011, segundo denúncias de um ex-funcionário, a SBM teria desembolsado US$ 250 milhões em propinas, inclusive para ex-dirigentes da estatal petrolífera brasileira.

Barusco. Além da investigação da CGU, o ex-gerente de Serviços da Petrobrás Pedro Barusco admitiu em sua delação premiada que começou a receber propinas na estatal em 1997, no primeiro contrato de navio-plataforma da estatal, que foi firmado justamente com a SBM Offshore.

Foi graças às propinas que recebeu da empresa holandesa ao longo de mais de 10 anos que Barusco se tornou alvo de investigações no país europeu. Com essas investigações, a Suíça, em colaboração com as investigações na Holanda, bloqueou US$ 67 milhões nas contas de Barusco no exterior.

Encurralado pelas autoridades da Holanda e da Suíça, por conta do escândalo SBM, e a espera de se tornar o próximo alvo da Lava Jato, Barusco fechou acordo de delação premiada, em novembro do ano passado, para tentar uma redução de pena.

 

 

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