Cerveró e Fernando Baiano se calam na CPI da Petrobrás

Cerveró e Fernando Baiano se calam na CPI da Petrobrás

Ex-diretor de Internacional da Petrobrás e suposto lobista do PMDB na estatal escolheram o silêncio como estratégia

Redação

11 Maio 2015 | 15h27

Fernando Baiano ficou em silêncio na CPI da Petrobrás. Foto: Ricardo Brandt/Estadão

Fernando Baiano ficou em silêncio na CPI da Petrobrás. Foto: Ricardo Brandt/Estadão

Por Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba, Julia Affonso e Fausto Macedo

O ex-diretor de Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró não respondeu aos questionamentos dos deputados da CPI da Petrobrás, nesta segunda-feira, 11, em Curitiba – sede da Operação Lava Jato onde a Comissão Parlamentar de Inquérito se instalou para ouvir pelo menos 13 alvos da investigação sobre corrupção na estatal petrolífera.

Um grupo de parlamentares desembarcou na capital do Paraná para dois dias de interrogatórios. Cerveró é acusado de controlar a diretoria de Internacional, cota do PMDB no esquema de cartel e corrupção na Petrobrás.

Quem entrou neste momento no auditório da Justiça Federal, em Curitiba, onde estão sendo tomados os depoimentos, foi o operador de propina do PMDB Fernando Antônio Falcão Soares, o Fernando Baiano. Ele também não vai falar.

“Vou recorrer ao direito de permanecer em silêncio atendendo às orientações dos meus advogados de defesa”, afirmou Fernando Baiano.

Cerveró e Baiano são dois alvos centrais no suposto recebimento de propinas por parte do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – referente a contratos de aluguel de sondas de perfuração em águas profundas.

O deputado Onix Lorenzoni (DEM-RS) foi interrompido pelo advogado David Teixeira de Azevedo, que defende o operador de propina do PMDB Fernando Antonio Falcão Soares, o Fernando Baiano.

“O senhor não me dirija a palavra. O senhor pode falar com o seu cliente, não com os parlamentares”, advertiu Lorenzoni.

O criminalista interrompeu o deputado para que ele não “exortasse” a figura de Baiano em suas falas. O deputado alertou o investigado que uma delação premiada poderia dar a ele situação mais confortável do que a que ele se encontrava. Alguns parlamentares chegaram advertir o advogado que ele poderia ser preso por desacato.

VEJA IMAGENS DA DISCUSSÃO ENTRE PARLAMENTARES E DEFESA