Cenas do Rio em guerra no dia D para Picciani

Cenas do Rio em guerra no dia D para Picciani

Fernando Veiga Neves, estudante de 20 anos, é atendido pela Cruz Vermelha, após ser alvejado por bala de borracha

Márcio Dolzan

17 Novembro 2017 | 16h25

Fernando Veiga Neves, estudante de 20 anos, é atendido pela Cruz Vermelha, após ser alvejado por bala de borracha. Foto: Márcio Dolzan

Um estudante de 20 anos foi atingido por uma bala de borracha na testa, logo acima do olho direito, durante manifestação que ocorre em frente à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Fernando Veiga Neves estava próximo às grades que separam os manifestantes do acesso à Alerj e foi atingido tão logo a Polícia Militar passou a fazer uso de bombas de gás para dispersar o protesto, que reunia cerca de mil pessoas.

O estudante foi atendido por enfermeiros da Cruz Vermelha na esquina da Rua do Carmo com a Sete de Setembro, a cerca de 200 metros da Alerj. Ele sangrava e foi orientado pelos enfermeiros a procurar um hospital  fazer pontos no local onde foi atingido.

“Foi um ato covarde da Polícia Militar do Rio de Janeiro, da Tropa de Choque. Eles me atacaram, eles começaram. Jogaram gás de pimenta e lacrimogêneo na sua cara, sem discriminação. Fui até a frente da Alerj e me atacaram, levei um tiro de bala de borracha na testa”, narrou o estudante à reportagem do Estado. “Não era bala de borracha pequena, era bala  borracha calibre 12.”

Fernando disse que já havia participado de outras manifestações no passado, mas era a primeira vez neste ano em que participava de um ato em frente à Alerj. “Essa manifestação é muito importante para o Rio de Janeiro e para o Brasil.”

Mais conteúdo sobre:

Jorge Picciani