Celso de Mello diz que ‘nada compensa a ruptura constitucional’

Celso de Mello diz que ‘nada compensa a ruptura constitucional’

Em discurso pelos 28 anos da Constituição, decano ressalta que cabe aos magistrados e aos Tribunais 'neutralizar qualquer ensaio de opressão estatal'

Fausto Macedo e Julia Affonso

05 de outubro de 2016 | 18h17

Celso de Mello. Foto: Carlos Humberto/SCO/STF

Celso de Mello. Foto: Carlos Humberto/SCO/STF

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, disse nesta quarta-feira, 5, que cabe à Corte máxima ‘repelir condutas governamentais abusivas’.

Em discurso no Plenário pelos 28 anos da Constituição, o decano ressaltou que a Carta reservou aos magistrados e aos Tribunais a missão de ‘neutralizar qualquer ensaio de opressão estatal’.

“Incumbe, bem por isso, aos magistrados e aos Tribunais, notadamente aos Juízes da Corte Suprema do Brasil, o desempenho do grave encargo que lhes é inerente: o de velar pela integridade dos direitos fundamentais de todas as pessoas, o de repelir condutas governamentais abusivas, o de conferir prevalência à essencial dignidade da pessoa humana, o de fazer cumprir os 3 pactos internacionais que protegem os grupos vulneráveis expostos a práticas discriminatórias e o de neutralizar qualquer ensaio de opressão estatal”, disse Celso de Mello.

O ministro disse que ‘nada compensa a ruptura da ordem constitucional’.

Segundo ele, ‘a outorga ao Supremo Tribunal Federal da precípua condição de guardião da Constituição da República torna intensa a responsabilidade institucional desta Corte na preservação da autoridade da Carta Política, pois nada compensa a ruptura da ordem constitucional, porque nada recompõe os gravíssimos efeitos que derivam do gesto de infidelidade ao texto da Lei Fundamental da República’.

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