Celso de Mello chama de ‘bolsonaristas fascistoides’ homens que ameaçaram juízes do DF

Celso de Mello chama de ‘bolsonaristas fascistoides’ homens que ameaçaram juízes do DF

Para Celso de Mello, os autores das ameaças revelam “a sua face criminosa, própria de quem abomina a liberdade e ultraja os signos da democracia"

Redação

21 de maio de 2020 | 22h01

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, decano da Corte. Foto: Dida Sampaio / Estadão

Brasília, 21/05/2020 – O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Celso de Mello, classificou como “bolsonaristas fascistoides, além de covardes e ignorantes” os dois homens que foram presos nesta quinta-feira (21) por ameaçar de morte juízes, promotores e procuradores do DF.

Um e-mail disparado a membros do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios dizia que o “o Brasil chegou a um ponto onde não é mais possível resolver os problemas através da razão e do bom senso. Por esse motivo, a partir de agora, serão resolvidos através da execução do Estado de Sítio”.

“Por isso, convocamos a população para matar em legítima defesa de si mesmo e da pátria políticos, juízes, promotores, chefes de gabinetes, assessores, parentes, amigos, protetores, e demônios de toda sorte”, afirmava o texto.

Para Celso de Mello, os autores das ameaças revelam “a sua face criminosa, própria de quem abomina a liberdade e ultraja os signos da democracia”. As declarações do ministro foram divulgadas pelo jornal “Folha de S. Paulo”.

Celso é o relator do inquérito que investiga as acusações levantadas pelo ex-ministro Sérgio Moro de que o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir politicamente na PF.

O TJ do DF acionou a Polícia Civil do DF, que prendeu duas pessoas na manhã desta quinta-feira. De acordo com a polícia, a dupla afirmou receber auxílio para a impressão de materiais e aluguel do escritório (que teria valor médio de R$ 5 mil na região) que foi alvo da operação, mas não informou nomes.

“Percebemos que está havendo um aumento na agressividade das ameaças proferidas pela internet como um todo. Em geral, acreditam na impunidade. Mas a Polícia Civil avisa: a internet não é terra sem lei”, destacou o delegado-chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos, Giancarlos Zuliani.

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