Celso de Mello chama de ‘absurdo’ paralisação de caminhoneiros; Gilmar vê ‘crise’

Celso de Mello chama de ‘absurdo’ paralisação de caminhoneiros; Gilmar vê ‘crise’

Comentário privado dos ministros pôde ser ouvido durante sessão desta quinta, 24, captado pelos microfones do plenário

Rafael Moraes Moura, Teo Cury e Amanda Pupo/BRASÍLIA

24 Maio 2018 | 16h20

O decano do STF, ministro Celso de Mello. Foto: André Dusek/Estadão

BRASÍLIA – A manifestação de caminhoneiros por todo o País foi criticada reservadamente por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante a sessão plenária desta quinta-feira. O ministro Gilmar Mendes chamou a situação de “crise”, enquanto o decano da Corte, ministro Celso de Mello, classificou o episódio um “absurdo” que faz os brasileiros de “reféns”.

Os dois comentaram entre si os bloqueios nas rodovias federais, enquanto o plenário fazia uma votação simbólica para reconduzir por mais dois anos a ministra Rosa Weber no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O comentário dos ministros pôde ser ouvido, já que o áudio da sessão capturou a fala de uma conversa privada dos dois.

Gilmar Mendes. Foto: EFE/Joédson Alves

“Que crise, hein? Guiomar (mulher de Gilmar Mendes) está na rua agora, cara, diz que está impossível de…”, disse Gilmar Mendes.

Celso de Mello respondeu: “É um absurdo. Quer dizer, faz-nos reféns. Tudo bem que eles possam até ter razão aqui ou ali, mas isso é um absurdo. Minha filha está vindo de São Paulo para cá e diz que está tudo…”.

Na última quarta-feira (23), o juiz federal Marcelo Rebello Pinheiro, do Distrito Federal, atendeu ao pedido da União e concedeu liminar para assegurar a imediata liberação do tráfego em seis rodovias federais: BR-040, BR-050, BR-060, BR-070, BR-080 e BR-251.