Caso Flávio Bolsonaro não vai ficar com procurador-geral do Rio

Caso Flávio Bolsonaro não vai ficar com procurador-geral do Rio

Seja qual for a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo, sobre o destino da investigação que envolve filho do presidente Jair Bolsonaro o caso vai sair das mãos de Eduardo Gussem, chefe do Ministério Público fluminense

Fabio Serapião/RIO

29 de janeiro de 2019 | 15h42

Flavio Bolsonaro. Foto: Sergio Moraes/Reuters

Seja qual for a decisão do ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (MPF), sobre o destino da investigação que envolve o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) o caso vai sair das mãos do procurador-geral de Justiça Eduardo Gussem, chefe do Ministério Público do Rio.

Na avaliação de investigadores, a representação do advogado Adão Paiani contra o procurador-geral também tem vida curta porque a mudança de mãos da investigação deve fazer o procedimento ‘perder o objeto’.

Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL) Foto: Reprodução/SBT

Fontes da investigação que cerca Flávio e seu ex-assessor na Assembleia Legislativa do Rio, Fabrício Queiroz, afirmaram ao Estado que, como a partir de 1.º de fevereiro, o filho do presidente, que é deputado estadual, se tornará senador haverá deslocamento da atribuição para prosseguir com o caso a um membro do Ministério Público Estadual que atua no primeiro grau.

Dessa forma, se Marco Aurélio decidir que, ao assumir o mandato de senador, Flávio ganha foro no STF, o caso segue para as mãos da procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

Eduardo Gussem/AMAERJ

Se o ministro entender que eventual crime foi praticado antes de Flávio assumir cadeira no Senado, o caso fica no Ministério Público do Rio, mas sob a tutela de um promotor de primeira instância e não com o procurador-geral Edurdo Gussem.

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