Carne Fraca prende executivo da BRF em Cumbica

Carne Fraca prende executivo da BRF em Cumbica

Roney dos Santos desembarcou de madrugada no aeroporto internacional de São Paulo e foi capturado por agentes da Polícia Federal

Fausto Macedo e Julia Affonso

18 Março 2017 | 13h27

EF24 GUARULHOS / SP 15/01/2015 CIDADES ESPECIAL DOMINICAL ESPECIAL / AEROPORTO DE CUMBICA 30 ANOS. Aeroporto de Cumbica que na proxima terca feira completa 30 anos. FOTO EVELSON DE FREITAS/ESTADÂO

FOTO EVELSON DE FREITAS/ESTADÂO

 

Alvo de mandado de prisão da Operação Carne Fraca, o executivo da BRF Roney Nogueira dos Santos (Relações Institucionais e Governamentais) foi capturado na madrugada desta sábado, 18, no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Roney dos Santos desembarcou no Terminal e foi preso por agentes federais.

Roney Nogueira dos Santos, gerente de Relações Institucionais e Governamentais do frigorífico, caiu no grampo da Polícia Federal com o fiscal Daniel Gouvêa Teixeira, denunciante do esquema da Operação Carne Fraca, conversando sobre senhas de acesso aos computadores do Ministério da Agricultura.

A Carne Fraca investiga maiores frigoríficos do País.

O esquema seria liderado por fiscais agropecuários federais e empresários do agronegócio. Segundo a PF, a operação detectou em quase dois anos de investigação que as Superintendências Regionais do Ministério da Pesca e Agricultura do Estado do Paraná, Minas Gerais e Goiás ‘atuavam diretamente para proteger grupos empresariais em detrimento do interesse público’.

Nesta sexta-feira, 17, a PF informou que aproximadamente 1100 policiais federais foram às ruas cumprir 309 mandados judiciais, sendo 27 de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão em residências e locais de trabalho dos investigados e em empresas supostamente ligadas ao esquema.

“Os agentes públicos, utilizando-se do poder fiscalizatório do cargo, mediante pagamento de propina, atuavam para facilitar a produção de alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem qualquer fiscalização efetiva”, informou a PF.

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