Cármen e Raquel caem no samba com Marrom

Cármen e Raquel caem no samba com Marrom

Depois do seminário 'Elas por Elas', nesta segunda-feira, 20, no Supremo, com participação de representantes de segmentos da sociedade e principais lideranças dos órgãos de Justiça, hoje presididos por mulheres, ministra-presidente da Corte e procuradora-geral da República ensaiaram com animação 'Não deixe o samba morrer', entoado por Alcione

Redação

20 Agosto 2018 | 20h11

Foto: Reprodução

Depois do seminário ‘Elas por Elas’, nesta segunda-feira, 20, no Supremo, do qual participaram representantes de segmentos da sociedade e principais lideranças dos órgãos de Justiça, hoje presididos por mulheres, a ministra-presidente da Corte, Cármen Lúcia, e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ensaiaram com animação ‘Não deixe o samba morrer’, entoado por Alcione, a Marrom.

“Vai, Cármen Lúcia!”, conclamou Marrom, já na residência da presidente do Supremo.

“Não deixe o samba morrer…não deixe o samba acabar, o morro foi feito de samba, de samba pra gente sambar…”, puxou a ministra, com boa desenvoltura, seguida pela procuradora-geral.

Cármen e Raquel, aliás, ensaiaram passinhos desinibidos e um bom molejo na cintura.

O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça, conta com autoridades femininas, da iniciativa privada e pública nos debates. Cármen destacou que, no momento, vários órgãos federais têm mulheres na direção, além do STF, como o Superior Tribunal de Justiça, o Tribunal Superior Eleitoral, a Procuradoria-Geral, a Advocacia-Geral da União e o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União.

“A sociedade brasileira tem muitas mulheres de destaque. A arte brasileira sempre teve presença marcante das mulheres, assim como o mundo empresarial e as ciências. Se na Bíblia uma mulher foi capaz de virar o mundo de cabeça para baixo, seguramente juntas seremos capazes de fazer esse mundo voltar de cabeça para cima, pois de cabeça para baixo está até hoje”, afirmou.

A presidente do STF lembrou os recentes casos de violência contra a mulher. “Por essa conjuntura, resolvemos nos reunir para falar sobre a situação do Brasil quando vemos notícias bárbaras de feminicídio, muitas cenas de assassinato de mulheres por sua condição de mulher. Precisamos ter os homens e as mulheres juntos para lutarmos pela igualdade de condições, tentando construir um mundo muito melhor, porque esse que aí está não é uma herança boa para os que estão chegando agora”, apontou a ministra.

Raquel disse que aos poucos as mulheres têm se tornado autoras de suas próprias histórias e que vêm conquistando direito à educação, trabalho, à igualdade social e fraternidade, em oposição ao arbítrio, à opressão e à intolerância. “Queremos inspirar outras mulheres a alcançar seus objetivos com ética, respeito e fraternidade”, destacando que as mulheres comuns, as mães, as avós também são grandes fontes de inspiração.”

O seminário ‘Elas por Elas’ também teve um segundo painel com o tema ‘A mulher e o poder na sociedade’, que contou com as presenças de Luiza Helena Trajano, presidente da Rede Magazine Luiza; Maria Silvia Bastos Marques, presidente da Goldman Sachs; Lucia Braga, presidente da Rede Sarah de Hospitais; Ana Maria Machado, primeira-secretária da Academia Brasileira de Letras; Betânia Tanure, sócia-fundadora da Betânia Tanure Associado; e a contagiante Alcione.

Embaladas pelo talento de Marrom, Cármen e Raquel não se acanharam e caíram no samba.

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