Cármen, durante recesso, mantém ativos processos da Lava Jato

Cármen, durante recesso, mantém ativos processos da Lava Jato

Ministra aceitou pedido para prorrogar prazo da investigação sobre os senadores Renan Calheiros (PMDB -AL) e Romero Jucá (PMDB-RR) que tramita na Supremo, instaurada após delações dos ex-executivos da Odebrecht

Amanda Pupo/BRASÍLIA

04 Janeiro 2018 | 14h48

Cármen Lúcia Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Responsável pelas decisões no Supremo Tribunal Federal (STF) durante o recesso, a presidente da Corte, Cármen Lúcia, aceitou ontem o pedido para prorrogar o prazo da investigação sobre os senadores Renan Calheiros (PMDB -AL) e Romero Jucá (PMDB-RR) que tramita na Supremo, instaurada através das delações dos ex-executivos da Odebrecht.

Eles são acusados por, supostamente, terem recebido R$5 milhões do grupo empresarial para trabalhar pela aprovação da Medida Provisória 627/2017, que garantiu vantagens a empresas que atuavam no exterior.

O último pedido, para mais 60 dias de investigação, foi feito pela Procuradoria-Geral da União (PGR), no dia 14 de dezembro, “considerada a existência de diligências pendentes e necessárias ao deslinde das investigações”, afirmou Raquel Dodge, procuradora-geral da República, na petição.

Antes disso, a Polícia Federal também havia pedido a prorrogação, que foi autorizada pelo ministro relator do caso, Edson Fachin, em setembro do ano passado.

MOVIMENTAÇÕES. Responsável por decidir sobre questões mais urgentes que chegam ao Supremo durante o recesso, Cármen Lúcia tem dado andamento a alguns inquéritos, em sua maioria, autorizando os pedidos de prorrogação de investigação.

Normalmente, quem faz este tipo de decisão é o relator do processos. Mas criticados pela lentidão e por estarem se arrastando no Supremo, a presidência tem mantido ativos alguns deles.

Durante os últimos dias, a ministra deu andamento a outros inquéritos, um deles também apurado no âmbito da Operação Lava Jato. Nesta terça-feira (02), Cármen aceitou estender o prazo da investigação em torno do senador Fernando Collor de Mello (PTC-AL). O inquérito foi instaurado em abril, e está sob sigilo. O parlamentar foi denunciado por supostamente cometer crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, apurados pela Lava Jato. O pedido por mais tempo de apuração sobre a denúncia foi feito pela Polícia Federal (PF).

Nesta quarta (04), Cármen também deu andamento, ainda não disponível para visualização, ao inquérito que investiga o agora ex-ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira. Esta investigação, no entanto, deve ter mudanças mais profundas nas próximas semanas, com o caso devendo ser remetido à primeira instância. Pereira, que não é parlamentar, ao sair do cargo ministerial perde o foro e o direito de seu processo tramitar no STF.

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