Cármen diz a senadores que a hora é de ‘serenidade e de cumprimento da lei’

Cármen diz a senadores que a hora é de ‘serenidade e de cumprimento da lei’

Ministra do Supremo recebeu grupo de políticos que pediram audiência para falar de ação apresentada à Corte contra o decreto de Temer sobre uso das Forças Armadas

Isadora Peron, Breno Pires, de Brasília, e Luiz Vassallo

25 de maio de 2017 | 20h29

Cármen Lúcia. Foto: Dida Sampaio/Estadão

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, afirmou nesta quinta-feira, 25, que ‘a hora é de serenidade, de calma e de cumprimento da lei’. A afirmação foi feita em audiência com um grupo de senadores, informou o site do Supremo.

Os parlamentares pediram audiência pela manhã para falar de ação apresentada ao STF contra o decreto do presidente Michel Temer, de quarta-feira, 24, que convocava as Forças Armadas para reprimir manifestações no Distrito Federal.

Participaram do encontro os senadores Randolfe Rodrigues (Rede/AP), Lindbergh Farias (PT/RJ), Gleisi Hoffmann (PT/PR), Lídice da Mata (PSB/BA), João Capiberibe (PSB/AP), Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM) e ainda o deputado Alessandro Molon (Rede/RJ).

Durante a reunião, porém, os políticos souberam da revogação do decreto, e as conversas se voltaram para as questões atuais.

Entre os temas tratados, o grupo abordou ‘a grave crise política’. A ministra lembrou, no entanto, que o Judiciário não é um espaço político. “Aqui é uma Casa em que aplicamos o direito”.

Cármen afirmou que o STF está sempre aberto ao Legislativo e à sociedade. “Recebo os senhores quantas vezes precisarem”, disse. “Este prédio é do povo, não é de nenhum de nós”.

Ela ressaltou, porém, que é importante que todos ajam com prudência e racionalidade. “Ou o Brasil se salva com a Constituição, ou vamos ter mais problemas”, assinalou.
Para a ministra, os agentes públicos têm uma responsabilidade para com o cidadão, ‘que está angustiado, sofrido, alarmado com tudo’.

“Se não se acreditar mais nas instituições, poderemos, aí sim, ter crises institucionais sérias”, concluiu.

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