Cardozo afirma que escuta ilegal será punida

Cardozo afirma que escuta ilegal será punida

CPI questiona ministro da Justiça sobre grampo na cela do doleiro Alberto Youssef, preso na Lava Jato

Redação

15 de julho de 2015 | 17h20

Brazil's Justice Minister Jose Eduardo Cardozo reacts during a session of a parliamentary commission investigating allegations of corruption in Petrobras, at the Chamber of Deputies in Brasilia

José Eduardo Cardozo durante a CPI da Petrobrás. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Por Fausto Macedo, Mateus Coutinho e Julia Affonso

À CPI da Petrobrás nesta quarta-feira, 15, o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo afirmou que sindicância sobre o episódio das escutas está sob sigilo e que nem ele tem acesso às investigações do caso. Ele foi questionado sobre a polêmica envolvendo escutas na cela do doleiro Alberto Youssef, personagem central da Operação Lava Jato e preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

“Se ficar comprovado que existem escutas ilegais serão estudadas medidas. É ato gravíssimo escuta ilegal, jamais podem ser feitas. Podem ter absoluta certeza que se ficar comprovado, pouco importando a razão, se a razão era investigar ou outra razão, se estudará medida criminal e instalação de processos administrativos disciplinares. Mas, para isso é necessário que se apure. Caso se comprove (escutas ilegais), havendo comprovação material, seguramente serão tomadas medidas”, afirmou Cardozo.

Cardozo afirmou, durante o depoimento, que teve conhecimento do episódio e leu o relato da Polícia Federal sobre o ocorrido. Segundo o ministro, ele estudará medida criminal e disciplinares. “Mas para isso necessário que se apure.”

Ele é o primeiro ministro convocado pela CPI da Petrobrás para falar sobre o esquema de corrupção na Petrobrás. Cardozo começou seu depoimento nesta quarta-feira explicando que não cabe ao ministro determinar quem será investigado pela Polícia Federal.

A ida do ministro à CPI ocorre um dia após a PF deflagrar a Operação Politéia, que fez buscas e apreensões nas residências de parlamentares investigados no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de envolvimento com a Operação Lava Jato.

A Politéia foi duramente criticada por parlamentares. Os agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão envolvendo os senadores Fernando Collor (PTB-AL), Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) e Ciro Nogueira (PP-PI) e o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), além do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte (PP-BA) e o ex-deputado federal João Pizzolatti (PP-SC). As medidas foram requeridas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

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